BIOMAS: Grandes espaços naturais, o conjunto dos
ecossistemas terrestres ou o conjunto dos tipos fisionômicos
semelhantes de vegetação.
São eles:
• Floresta amazônica ou floresta pluvial; cobre grande parte da bacia amazônica, tendo seus limites a leste com a mata dos cocais, vegetação de transição para a caatinga e, ao sul, com os cerrados.
Localiza-se nas regiões onde a precipitação está acima de 1800-2000 mm anuais e onde as temperaturas não são extremamente altas, mas caracterizam-se por médias regulares durante o dia e à noite ao longo do ano. Sua área de ocorrência está numa bacia hidrográfica que se eleva a poucos metros acima do nível do mar, não sofrendo variações climáticas em decorrência da altitude.
Pode ser agrupada em:
mata de terra firme - nunca inundada, abrange cerca de 90% da área total da floresta e se constitui no habitat da castanha-dopará
mata de várzea - periodicamente alagada e habitat da seringueira
mata de igapó - permanentemente alagada e habitat da vitóriarégia (chega a atingir 2m de diâmetro).
Os três tipos de mata estão sujeitos ao regime de inundação dos rios.
Sua biodiversidade é enorme e pouco conhecida. Somente algumas espécies de valor econômico têm sua geografia conhecida (como a seringueira).
• Cerrado; Possui solos pouco férteis, formados pela deposição de sedimentos antigos que sofreram desgaste por milhares de anos. Apesar disso, estes solos são continuamente transformados em pastagens e monoculturas, sobretudo a da soja.
Suas árvores tortuosas e espaçadas apresentam troncos de cortiça espessa e folhagem coriácea e pilosa, com raízes profundas que chegam a 15 m de profundidade do solo. As precipitações anuais são superiores a 1000 mm anuais, não havendo escassez de água, apesar da sazonalidade.
Ocupam terrenos planos ou levemente convexizados do Brasil central, parte dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Sofre a ação constante das queimadas que ameaçam a fauna e destroem as matas-galeria que protegem a drenagem.
• Mata atlântica; Denominação genérica de Mata Atlântica: áreas primitivamente
ocupadas pelas seguintes formações vegetais constantes do Mapa de Vegetação do Brasil (IBGE, 1993):Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, manguezais, restingas, campos de altitude, brejos interioranos e enclaves florestais do Nordeste - cobertura florestal praticamente contínua nas regiões sul, sudeste e, parcialmente, no nordeste e centro-oeste
Ocorre uma grande variedade de matas tropicais úmidas nas regiões costeiras do país, acompanhando a distribuição da umidade trazida pelos ventos alíseos de sudeste.
É um dos mais ricos conjuntos de ecossistemas em termos de diversidade biológica do Planeta; distribuída ao longo de mais de 23 graus de latitude sul; o bioma é composto de uma série de
fitofisionomias bastante diversificadas; significativa diversificação ambiental e, como conseqüência, a evolução de um complexo biótico de natureza vegetal e animal muito rico.
• Caatinga; Composta por vegetação que perde as folhas na estação seca (com a exceção de algumas palmeiras e do juazeiro, cujas raízes profundas captam água do subsolo); suas plantas caracterizam-se pela xeromorfia, espécie de revestimento de tecidos que ajuda a perder menos água por transpiração,
resultando em folhas grossas, coriáceas e pilosas.
Em direção ao litoral a caatinga dá lugar ao agreste, vegetação de matas pouco densas, com árvores tortuosas e que também perdem folhas na estação seca.
É a vegetação típica do clima tropical semi-árido cuja pluviosidade é inferior a 600 mm anuais e temperaturas médias mais altas do país (26 graus Celsius), o que resulta em severo déficit hídrico.
• Pampas; Também chamados de campos, são formações abertas, cobertas quase só por gramíneas,
sendo encontradas algumas árvores e arbustos próximos a cursos d'água.
Ocorrem principalmente no Rio Grande do Sul.O clima é subtropical, com temperaturas amenas e chuvas constantes com pouca alteração durante todo o ano.
O solo em geral é fértil e grande sua utilização pela agricultura e pecuária, tanto a leiteira quanto a de corte.
É nesta região que se encontram os melhores rebanhos de corte do Brasil; a maioria das carnes para exportação sai dos pastos sulinos. Às vezes estes rebanhos fazem uso até de pastos nativos.
• Pantanal; Corresponde às planícies inundáveis da depressão da bacia hidrográfica do rio Paraguai; são terrenos baixos que se estendem pelo chaco paraguaio e se prolongam até as planícies pampianas da América do Sul. O sistema de drenagem que inunda as planícies recebe denominações regionais conforme a área da bacia (Paiaguás, Nhecolândia, Miranda, etc)
A depressão do pantanal formou-se provavelmente após a separação da antiga Gondwana e o soerguimento dos Andes, o que originou a bacia do rio Paraguai.
Caracteriza-se por clima tropical com temperaturas elevadas e estação seca prolongada. Sua
avifauna é a mais rica do planeta e se apresenta nos mosaicos de floresta, cerrados e campinas higrófilas.
LITORAL BRASILEIRO
• 7408 km: do Cabo Orange (AP), foz do rio Oiapoque ao Arroio Chuí (RS)
• Importância econômica: Pesca, Extração de sal (salinidade, temperatura, evaporação, ventos: RN, CE,
RJ), Turismo (grande potencial, infraestrutura precária), Petróleo (plataforma continental), Importância estratégica (posição privilegiada no Atlântico Sul); Segurança Nacional (1970 – 200 milhas da costa -370,4 km)
• Ilhas; Continentais ou costeira – próximas à costa. Oceânicas – distantes da costa, origem vulcânica
(exceção: Atol das Rocas - origem coralígena+vulcânica)
Formação do Litoral Brasileiro; Evolução geológica: milhões de anos -separação do Gondwana (América do Sul, África, Índia e Austrália)- há 220 milhões de anos. Regiões Costeiras: evolução constante, acelerada pela ação antrópica.
Divisão
Litoral Amazônico ou Equatorial
Litoral Nordestino ou das Barreiras
Litoral Oriental
Litoral Sudeste
Litoral Meridional ou Subtropical
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Caracterização, análises da localização, zoneamento e limites das unidades
• O SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) – categorias de Unidades de Conservação.
Benefícios das áreas protegidas:
1. Conservação da biodiversidade.
2. Conservar os recursos hídricos;
3. Conservar belezas cênicas;
4. Proteger investimentos (evitando e controlando a erosão do solo e o assoreamento dos rios e represas, mantendo regular a vazão dos rios etc.);
5. Proteger sítios históricos e/ou culturais;
6. Manter e produzir a fauna silvestre;
7. Proporcionar oportunidades de recreação em contato com a natureza;
8. Proporcionar oportunidades de educação ambiental;
9. Propiciar o manejo dos recursos florestais;
10. Assegurar a qualidade do ar e da água; e
11. Ordenar o crescimento econômico regional (organizando e enfocando todas as ações do desenvolvimento integral rural e urbano, pela geração de oportunidades estáveis de emprego e renda), bem como de economias locais sustentáveis.
Criação de "ilhas biológicas“: significou um grande passo na luta para evitar a tendência de destruição de recursos naturais - contudo, aquém do desejável para a manutenção da megadiversidade.
Objetivos da administração destas áreas: variam desde a preservação da natureza em sentido estrito até a extração controlada de seus recursos.
Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC; criado pela Lei 9985/2000
• Segundo o Min. Meio Ambiente – em 10 anos foram criadas 378 UCs.
- Vantagens do SNUC; Possibilita a criação de um sistema de unidades de conservação que integra, sob um só marco legal, as unidades de conservação das três esferas de governo (federal, estadual e municipal). Brasil é responsável pela criação de 74% de todas as áreas destinadas à conservação no mundo entre 2003 e 2008.
- Dois problemas; Total de área protegida por bioma é insuficiente para a conservação da biodiversidade (mínimo de 10% de proteção integral por bioma, segundo as conclusões do "IVCongresso Internacional de Áreas Protegidas", Caracas 1992). Áreas já criadas ainda não atingiram plenamente os objetivos que motivaram sua criação.
1. Áreas Protegidas
• Áreas de terra e/ou mar especialmente dedicadas à proteção e manutenção da diversidade biológica e de seus recursos naturais e culturais associados, manejadas por meio de instrumentos legais ou outros
meios efetivos.
2. Unidades de Conservação – UC
• Espaços territoriais (incluindo seus recursos ambientais e as águas jurisdicionais) com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e com limites definidos, sob regime especial de administração, às quais se aplicam com garantias adequadas de proteção.
Impacto Econômico Global das Áreas Protegidas
• Objetivos econômicos das áreas protegidas: algumas iniciativas demonstram que se pode aumentar frentes de trabalho e renda com a criação de novas áreas protegidas, desde que bem gerenciadas, tendo-se como princípios o uso ordenado e o respeito à capacidade de suporte dos ambientes.
Importância da Conservação da Biodiversidade
“biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.”
• Contribuição econômica direta: imensa quantidade de produtos alimentares, farmacêuticos e de uso industrial derivados da fauna e da vegetação, os quais contribuem, ou podem vir a contribuir, diretamente para a vida humana.
• Participação na manutenção dos grandes ciclos ambientais gerais do planeta: ciclo da água, climáticos, de nutrientes etc.
• Valores estéticos paisagísticos: atraem as pessoas por sua beleza ou "poder de fascinação", sentimento de admiração, complexidade e variedade das inúmeras interligações das diferentes formas de vida etc.
• Justificativas éticas inerentes às próprias espécies: seu valor por si mesmo, o próprio direito de existir das espécies.
As unidades de conservação (UC's) são divididas em dois grupos:
1. UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL – objetivo: preservação da natureza; admite-se
apenas o uso indireto de seus recursos naturais - atividades educacionais, científicas e recreativas.
• Estação Ecológica: preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas; de posse e domínio públicos.
• Reserva Biológica: proteção integral da biota e demais tributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação
de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais; de posse e domínio públicos.
• Parque Nacional: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico; de posse e domínio públicos.
• Monumento Natural: preservação de sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica; pode ser constituído por áreas particulares.
• Refúgio de Vida Silvestre: proteção de ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória
2. UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL – objetivo: compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.
• Área de Proteção Ambiental (APA): área extensa, com certo grau de
ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou
culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bemestar das populações humanas – objetivos: proteger a diversidade
biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a
sustentabilidade do uso dos recursos naturais; constituída por terras
públicas ou privadas.
• Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE): área geralmente de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza; constituída por terras públicas ou privadas.
• Floresta Nacional (FLONA): área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas; de posse e domínio públicos.
• Reserva Extrativista (RESEX): área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte; objetivos: proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade; de domínio público com seu uso concedido às populações extrativistas tradicionais.
• Reserva de Fauna; área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobre manejo econômico sustentável de recursos faunísticos; de posse e domínio públicos.
• Reserva de Desenvolvimento Sustentável: área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica; de domínio público.
• Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN): área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Festa da Uva
Introdução
A festa da Uva, ou Festa
Nacional da Uva de Caxias do Sul, é uma festa brasileira de cultura italiana e
da produção agro-industrial regional que acontece a cada dois anos no município
de Caxias do Sul, estado do Rio Grande do Sul. É a maior festa comunitária do
sul do país. Símbolo cultural da região da Serra Gaúcha, o evento possui uma
história rica e em constante desenvolvimento.
Sua mais recente edição, de
2012, foi realizada entre os dias 16 de fevereiro e 4 de março.
1. Festa da Uva 2012.
A
29ª Festa Nacional da Uva e 23ª Feira Agroindustrial atingiu a marca de mais
805 mil pessoas envolvidas em suas atividades. O presidente da Comissão
Comunitária, Gelson Palavro, destaca a qualidade do evento que nesta edição
através do tema “Uva, Cor, Ação – A Safra da Vida na Magia das Cores”
homenageou os 80 anos de Festa da Uva, os 40 anos da primeira transmissão em
cores da tv brasileira e o ano da Itália do Brasil.
“Os números, tanto de público quanto de receita,
com certeza são importantes, mas não devem ser colocados acima do principal
objetivo do evento é satisfazer os visitantes e proporcionar bons negócios aos
expositores. Neste sentindo, avaliamos que conseguimos alcançar as metas e
ainda por cima, superamos expectativas”
Destaca
o presidente Gelson Palavro que na manhã desta quarta-feira, 11 de abril,
divulgou o Balanço Final e a Pesquisa de Satisfação em coletiva de imprensa.
Entre
as conquistas e aspectos positivos desta edição, Palavro destaca diversos
pontos. A maior integração, aproximação e envolvimento da comunidade caxiense
através de novos concursos realizados como o que escolheu a música tema da
Festa o carro alegórico das Soberanas, além da escolha da Coroa da Rainha e da
Rainha e Princesas da Festa.
A
tecnologia avançada também contribuiu para a comodidade do público. Os
ingressos para os shows nacionais, Parque de Eventos e para o Desfile Cênico
Musical puderam ser adquiridos antecipadamente via internet e recebidos em casa
ou retirados no dia na bilheteria. Além disso, durante os 18 dias do evento, o
público que esteve no Parque pode acessar gratuitamente a internet wireless.
O
layout da feira contou com modificações que melhoraram o acesso e fluxo de
pessoas durante a visitação. O Pavilhão 2 ganhou corredores mais largos e
caminhos menos sinuosos. No Espaço Multicultural, os visitantes tiveram a
disposição três camarotes (dois laterais e um nos fundos) e uma ala vip para
assistir com mais conforto aos sete shows nacionais que animaram o evento.
Os
palcos adicionais, como o Ítalo-Gaúcho e o Espaço Jovem, trouxeram diferentes
atrações para agradar ao mais variado gosto musical. “Outro aspecto positivo
foi a interação dos grupos teatrais no Parque. O visitante se surpreendeu e se
divertiu com as mais de mil inserções artísticas e culturais”, comenta Gelson.
A
retomada do espetáculo Som & Luz também foi outro aspecto muito importante.
Com o texto revisado e novo formato, foram nove apresentações que encantaram
turistas e caxienses. Já o espaço Sabor da Festa foi novidade nesta edição. Em
um estande climatizado, em três opções de horário diariamente, o público
participou de minioficinas onde foi possível conhecer, saborear e aprender a
diferenciar oito variedades de uva produzidas em Caxias do Sul, apresentadas
por engenheiros-agrônomos da Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento. Ao final do curso,
cada participante recebia uma caixa com as uvas degustadas.
Entre
as milhares de atrações da Festa da Uva, o Desfile Cênico Musical com seus 1,5
mil figurantes ganhou destaque especial. Das oito apresentações programadas,
devido ao mau tempo, aconteceram seis. A cena final, em frente à Praça Dante Alighieri,
reuniu apoteoticamente grande parte dos figurantes, a Rainha Roberta Veber
Toscan e as Princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette ao som do Coral e
Orquestra Municipal.
Os
figurantes foram divididos em quatro blocos que retrataram o tema da Festa,
recontando desde o início da imigração em 1875 até o sucesso da celebração da
colheita com a Festa da Uva. As arquibancadas cobertas e lugares numerados com
capacidade para quase 2 mil pessoas, totalizando 40% a mais de espaço do que em
edições anteriores, também facilitaram o acesso aos espectadores.
O
presidente também ressalta as conquistas obtidas.
“O
reconhecimento da importância da Festa e do trabalho de todas as comissões
durante estes 81 anos se fez presente através das homenagens na Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Sul em outubro; o Prêmio Líderes e Vencedores
2011, na categoria Expressão Cultural, em dezembro, entregue pela Federasul e
Assembleia; e pela Sessão Solene na Câmara dos Deputados, em fevereiro.”
A
Festa Nacional da Uva 2012 teve patrocínio máster do Banrisul – Governo do
Estado do Rio Grande do Sul, Bradesco e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul,
e patrocínio da Colombo, Cadence, Cielo, Eletrobrás, Lei de Incentivo à Cultura
do Ministério da Cultura, Petrobrás, Randon, Marcopolo, TIM e Unimed Nordeste.
2.
História
A Festa
da Uva remonta aos inícios da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Entre
os primeiros imigrantes era hábito uma certa reverência à terra e à colheita,
como elo de ligação entre as pessoas e como respeito pela dádiva do alimento.
Em cada travessão, os primeiros núcleos de casas e plantações, realizavam-se
comemorações por ocasião da colheita da uva e de outros produtos da terra. Com
o crescimento da colônia, estas primeiras festas agrícolas dispersas foram
fundidas em uma única, a Feira Agro-Industrial, realizada em 1881, que ocupou
duas salas no edifício da Diretoria de Terras.
Outras edições ocorreram depois,
em intervalos que variaram de dois a doze anos, utilizando outros espaços da
então Vila de Caxias, como os salões do Clube Juvenil, do Recreio da Juventude
e do Quartel Federal. A sétima edição, inaugurada em 13 de fevereiro de 1913,
foi a primeira a incorporar participantes de outras cidades, como Guaporé,
Antônio Prado e Bento Gonçalves. Também os objetivos da Feira mudaram algumas
vezes: em 1898 foi realizada para angariar fundos para a construção da Catedral
de Caxias do Sul, a de 1918 teve como motivo a visita do embaixador da Itália à
região, e em cada novo festejo havia novidades nos itens expostos, passando a
mostrar maquinário agrícola, ferramental e itens de uso doméstico produzidos na
cidade, e outros elementos.
Com essa crescente diversidade, Joaquim Pedro Lisboa
sugeriu que se criasse uma festividade específica para os produtos que mais
caracterizavam Caxias do Sul, a uva e o vinho. Desta forma, em 7 de março de
1931 foi inaugurada a primeira Festa da Uva na cidade. Tendo grande
repercussão, foi repetida no ano seguinte, e saiu do interior de salões para
ganhar as ruas, com desfiles de carros alegóricos e de grupos caracterizados.
Em 1933 foi eleita a primeira Rainha, Adélia Eberle. Durante a Revolução de 30
e a II Guerra Mundial, a Festa da Uva foi interrompida, sendo retomada em 1950
por ocasião do 40º aniversário da cidade e dos 75 anos de Imigração Italiana no
Brasil. Mas, neste retorno da Festa, a cidade já era outra, e, com suas ruas
centrais pavimentadas, o setor metalmecânico caxiense já superava a própria
produção vitivinícola local.
A Festa da Uva de 1954 foi histórica, pois Getúlio Vargas
foi à cidade especialmente para inaugurar o Monumento Nacional ao Imigrante,
tendo cometido o famoso suicídio meses depois, em agosto, no Rio de Janeiro.
Em meados da década de 1950 foi construído o primeiro
pavilhão próprio para a Festa da Uva, com 5 mil metros, onde hoje está
instalada a Prefeitura Municipal, para abrigar a constante ampliação no número
de expositores. Em 1965 a Festa da Uva, com sua Feira Agro-Industrial, já era
considerada o maior evento em seu gênero em toda a América do Sul, sendo
visitada por mais de 300 mil pessoas.
Em 1972, a festa foi marcada pela sua transmissão em todo
Brasil pela inauguração das transmissões em cores no Brasil. Um novo local para
a festa foi escolhido em 1974, sendo transferida para o chamado Parque Mário
Bernardino Ramos, com uma área construída de 32 mil metros de estruturas
metálicas para os expositores, 30 mil metros para estacionamento, e uma área
verde em torno de 400 mil metros. Neste mesmo projeto foram incluídas a criação
do museu temático da Casa de Pedra, a transferência do Museu Municipal para a
antiga sede da Prefeitura, e a construção de um ginásio municipal, além de
outras benfeitorias no entorno do parque. O novo complexo foi inaugurado em 15
de fevereiro de 1975 na XIIIª edição da Festa da Uva. Em 1978 foi erguida ali
uma pequena réplica da primeira colônia de Caxias do Sul, com um grupo de casas
de madeira e uma igrejinha, animadas por um espetáculo de Som e Luz. Em 2004
também foi instalado no parque o Monumento Jesus Terceiro Milênio, de autoria
de Bruno Segalla, e o Memorial Atelier Zambelli, dedicado à preservação do
acervo remanescente da oficina da importante família de santeiros, escultores e
decoradores da cidade.
Com os anos a Festa da Uva perdeu seu caráter
estritamente local, tornando-se uma comemoração regional, mas ainda que
atualmente as seções de indústria e comércio tenham adquirido enorme relevo,
ainda se preservam os elementos históricos ligados à uva e ao vinho,
responsáveis pelos primeiros ciclos econômicos de Caxias do Sul.
3. Curiosidades
A
12ª Festa da Uva, em 1972, se tornou um marco na história da televisão
brasileira. No dia 19 de fevereiro daquele ano, a cerimônia de abertura do
grande evento caxiense teve transmissão direta em cores.
Pela
primeira vez no Brasil, os poucos privilegiados que já possuíam receptores
adequados puderem ver as cores das uvas, dos trajes típicos e dos carros
alegóricos que desfilaram durante a tarde pelo centro de Caxias do Sul.
Depois
de quase dois anos de preparativos, o início da Festa da Uva foi o primeiro
teste oficial da transmissão em cores, via Embratel, para todo o país. A
geração das novas imagens coloridas ficou a cargo da TV Difusora, com a
colaboração do caminhão de externas e da equipe técnica da TV Rio, além do
apoio das demais emissoras do Estado - TV Gaúcha e TV Caxias, do grupo RBS, e
TV Piratini, dos Diários Associados. O presidente Emílio Garrastazu Médici e o
ministro das Comunicações, o caxiense Hygino Corsetti, foram os convidados de
honra do começo das transmissões coloridas das tevês brasileiras. Num monitor
instalado no palanque oficial, as autoridades podiam conferir as imagens que
reproduziam todas as cores da Serra gaúcha.
Considerações
Finais
O evento, para que possa receber mais
turistas, poderia contar com um sistema de credenciamento. Deste modo todos que
já participaram da Festa da Uva poderiam receber um comunicado, um convite,
para que retornem ao evento, vejam as fotos, recebam comunicados e notícias
referentes à festa.
A
divulgação também poderia ser aperfeiçoada em função de atrair mais visitantes,
não só para o dia do evento, mas também, para o local onde o mesmo ocorre;
conhecer a cidade e sua história, e ao mesmo tempo aproveitar a Festa da Uva.
Evolução do Segmento de Eventos
A evolução da atividade de eventos ocorreu paralelamente ao próprio desenvolvimento da humanidade, que desde os seus mais primórdios tempos já se utilizava dos acontecimentos especiais, inicialmente sem um plano profissional, atendendo a necessidades intrínsecas de um determinado grupo.
200.000 – 40.000 a.C
• Aperfeiçoamento de métodos de caça – outrora somente circunstancial;
• Animais de grande porte / ação coletiva
• Compartilhamento do alimento – O surgimento das festas encontrava sua retórica referencial
Terceiro Milênio –Suméria e
Mesopotâmia
• O comportamento alimentar mais uma vez demonstra sua função social, relacionada aos eventos, intensificando a organização de banquetes com rituais e protocolos.
No Antigo Egito
• De maneira semelhante, no Antigo Egito, o banquete era um importante ritual social, além do mero consumo da comida, abarcando a elegância da roupa, formas de condutas, cerimonial e todos os tipos de entretenimento teatral.
• Os acontecimentos fúnebres desenvolveram-se de forma eloquente. As pinturas nas paredes dos túmulos provam isso.
O mundo grego e romano
• As questões de sociabilidade buscavam diferenciar o homem civilizado dos bárbaros – uma horda selvagem inóspita que vivia absolutamente como animais.
As festividades na Grécia
• Rituais cívicos de importante valor para a governabilidade das pólis.
• Forte conotação de divindades – a grande maioria das celebrações iniciava-se por um sacrifício de sangue, seguido de comida, bebida e entretenimento.
• Bebida especialmente valorizada – SYMPOSION – tipo de acontecimento que relaxava inibições e liberava a imaginação para preservar antigos meios de expressão poética e criar novas.
Jogos Olímpicos - 776 a.C
• Acontecimentos especiais de quatro em quatro anos, com teor religioso e incentivador da Hospitalidade
Idade Média -> Cristianismo - festas religiosas, banquetes.
As Saturnálias
• Festas em Honra a Saturno, o Deus da Agricultura.
• Enalteciam Anseios, Esperanças e Folclore (tradições de uma comunidade)
Revolução Industrial
• As feiras comerciais ganham novo impulso –maior produção, maiores mercados.
• Feiras de Mostras – Uma região apresenta seu portfólio de produtos e atrações.
• A cidade ícone foi Leipzig, Alemanha.
Século XX – Turismo de EVENTOS
• Thomas Cook planejou uma viagem que levou milhares de pessoas para participarem da
Exposição Mundial de Londres, no Palácio de Cristal.
• A estrutura de ferro tinha 33 metros de altura, o que destruíu as noções
contemporâneas do Espaço. O bilhete de entrada correspondia a seis vezes o
salário semanal de um operário fabril. Atraiu 6 milhões de visitantes e estiveram
representados quarenta países.
• Teares mecânicos, grandes telescópios, prensas hidráulicas, maquinas em
movimento - testemunhas da capacidade inventiva do homem; mas também
diversas ferramentas para a agricultura e produtos para a família
• 1840 – Primeiro Baile de Carnaval organizado em Salão;
• 1908 – Pavilhão de Feiras da Praia Vermelha – Exposição Nacional.
• 1922 – Exposição do Centenário da Independência – Porte Internacional;
• 1928 – Primeiro evento de Turismo – promovido pelo Touring Club do Brasil.
A partir de 1940 – boom hoteleiro;
• Em 1950 primeira versão do
Congresso da ABAV – incentivo no
investimento dos primeiros centros
de convenções.
• A percepção que a atividade não
parava de crescer começa a atrair a
curiosidade de profissionais de
outras carreiras.
O Prócer de Eventos no Brasil
• Pioneiro no investimento de grandes eventos – Feiras.
Criador de eventos de sucesso, construtor do parque Anhembi (SP), complexo de exposições de
50 hectares, ora em fase de expansão.
• Caio de Alcântara Machado, um visionário do setor.
AS ETAPAS DE ORGANIZAÇÃO DE UM EVENTO
Fase da Concepção - Nesta fase inicial, a idéia de reunião é incorporada por
seus organizadores no intuito de começar a dar forma a idéia, através devárias atividades: reconhecimento das necessidades, elaboração de
alternativas para satisfazê-las, identificação dos objetivos específicos, coleta de
informações sobre os participantes, promotores etc.
Utilização da Pesquisa de Opinião para conhecer perfil do público participante
O planejamento em eventos irá apresentar todo o quadro do evento, desde sua
fase inicial até ao pós-evento, englobando um cronograma de aplicação do
plano de ação
- Pesquisa de Opinião – É a coleta de informações frente a um grupo de
pessoas que formarão o Universo da pesquisa. Este universo responderá a um
questionário estabelecido pela comissão organizadora com o intuito de
certificar-se do real interesse do público no evento ou até mesmo descobrir
quais são os latentes interesse do público para a realização de um evento
específico.
Muitos organizadores mencionam que não investem neste instrumento em
função dos elevados custos que as empresas especializadas cobram. De
maneira artesanal e objetiva, a própria comissão poderá aplicar o questionário
e analisar os resultados aferidos. Melhor uma pesquisa de pequena proporção
do que nada!
- Pesquisa de Mercado – Visa a coleta de informações e dados através de
diversos mecanismos como jornais, revistas, livros, textos, etc.
Atualmente com a internet, este trabalho ficou facilitado com uma ampla rede
de consultas em um curto espaço de tempo.
Na última fase de um evento também nos utilizaremos desta ferramenta
através de uma pesquisa de opinião avaliativa .
Fase do Pré-Evento - Nesta etapa, os profissionais de diferentes formações,
com necessidades e interesses semelhantes, começam a executar atividades do planejamento propriamente dito como: identificação de entidades físicas e jurídicas com interesses voltados para a
implementação do evento, detalhamento do projeto, detalhamento dos
aspectos administrativos, técnicos e econômicos, definição dos serviços à
serem contratados, detalhamento dos resultados desejados, detalhamento do
orçamento básico, elaboração do cronograma de ações, organização do fluxo
de informações e sua circulação.
Fase do Evento - Nesta etapa, procura-se ajustar os resultados desejados
aos desempenhos possíveis. O esforço de diversos profissionais começa a
se concretizar através da execução de todo o planejamento previamente
estipulado.
Fase do Pós-evento - Após o acontecimento do evento, os organizadores
devem analisar os resultados finais obtidos: Confrontação dos resultados
obtidos com os esperados e desejados.
Momento em que se faz a análise dos acertos e equívocos cometidos
durante a realização do evento. Esta avaliação deve ser feita através de reunião com a equipe
organizadora, opinião do cliente e pesquisa de opinião dos participantes
- ATRATIVOS (MERCADO)
Lazer
Religioso
Medicinal
Ecoturismo
Desportivo
Cultural
Negócios
EVENTO
Características:
• Perecível
• Não estocável
• É de oportunidade
RISCOS
1. É um produto temporário
2. Sujeito a adesão
3. Precisa de investimentos
4. Sujeito a intempéries de diversas ordens
5. Precisa de uma estrutura que gere estímulo a
participação.
6. Fundamentalmente exige planejamento e organização
7. Há necessidade de pessoal especializado nos mais diversos
setores de trabalho
9. Exige liderança em todos os momentos do
planejamento e organização
8. Envolve serviços de terceiros
10. É um produto altamente especializado
VANTAGENS
1. É um grande gerador de benefícios para o núcleo receptor
2. Impulsiona negócios no núcleo receptor, em todos os
setores
3. É uma atividade que favorece interesse para investidores,
para pessoal especializado e até mesmo para outros setores
da prestação de serviços que o núcleo possa apresentar
4. É um grande gerador de divisas para o núcleo receptor
5. É um grande gerador de fluxos de turistas para o núcleo receptor
6. É um ambiente que discute cultura e portanto, favorável a
qualquer núcleo receptor
7. É um grande gerador de empregos fixos e temporários
8. É um ambiente perfeito para aplicação da hospitalidade
9. É um gerador de marketing espontâneo para o local se as
atividades forem desenvolvidas com habilidade profissional
10. É uma atividade que valoriza o ser humano na sua inteligência e
cultura e portanto, todos desenvolvidos no trabalho e na
receptividade local
O EPICENTRO de Eventos é o agrupamento de
pessoas reunidas em um determinado local,
ambiente e horário, onde por meio de um
planejamento metódico todos os participantes
estarão sintonizados no mesmo interesse,
com algo em comum, pelo menos naquele
determinado período.
SURGIMENTO DE UM EVENTO
1. Captado (idéia solicitada)
2. Gerado (projeto a ser vendido)
3. Determinado (calendário de eventos)
TIPOLOGIA DE EVENTOS
Por Categoria
Institucional – Visa criar e firmar o conceito e imagem da empresa, entidade,
governo ou personalidade.
Promocional – Visa a promoção de um produto ou serviço de uma empresa,
governo, entidade ou personalidade, com fins mercadológicos explícitos.
Por Tipos:
Reunião
Este acontecimento é a célula de todos os demais eventos, não existe a possibilidade
de planejarmos ou coordenarmos qualquer tipo de evento sem a implantação de
continuidade de diversas reuniões até ao término dos trabalhos.
Caracteriza-se pelo encontro entre duas ou mais pessoas, a fim de debater,
apresentar, discutir tópicos relativos ao tema central escolhido.
Cada vez mais habitual, a organização de reuniões corporativas externas visa obter
maior rendimento e foco dos participantes.
A maioria das reuniões de negócios exige a formalidade, com horário e local pré-
determinado e geralmente utiliza-se de uma pauta – lista de assuntos a serem
discutidos – que é divulgada com antecedência.
Congresso
Podem ser definidos como reuniões promovidas por entidades associativas, visando a
debater assuntos que interessam a um determinado ramo profissional.
Os congressos podem ser realizados em âmbito municipal, estadual, regional,
nacional ou internacional.
Convenções
O termo convenção define-se como uma reunião de determinado grupo empresarial,
com o intuito de maior integração, transmissão de novas diretrizes ou metas
empresariais, ou até mesmo de reciclagem profissional
Seminário
Apresentação verbal de um tema proposto para um público conhecedor ou interessado
no assunto, com uma certa linearidade de formação profissional.
Além de estimular o raciocínio, propaga idéias, permitindo uma maior democratização
do assunto.
Conferência
É caracterizado pela apresentação de um tema por um expositor de notório saber
(denominado conferencista), que é colocado em destaque e durante um determinado
período de tempo expõe seu amplo conhecimento. Ao final responde a perguntas
formuladas pelo público
Palestra
Apresenta as mesmas características de uma conferência, sendo que o palestrante
não necessita ser um grande especialista no assunto, apenas deverá dominar o
mesmo.
Mesa Redonda
Tipo de acontecimento especial moldado em uma clássica reunião, conduzida por um
moderador.
As pessoas – em número de no máximo 10 pessoas –permanecem sentadas em
semi-círculo ou em forma de U, onde debaterão temas polêmicos. Cada participante
apresenta seu ponto de vista em torno do assunto em pauta, sendo-lhes destinado um
tempo limite para suas exposições. Estas são controladas pelo moderador, que não irá
permitir que a discussão fuja do tema central.
Simpósio
Tem como principal característica a participação de especialistas de grande renome.
Destinado a divulgação de experiências, de novas tecnologias e de pesquisas para um
grupo altamente especializado e interessado no assunto.
Painel
Também apresenta muitos itens similares a Mesa Redonda, sendo que permite uma
exposição com um número menor de especialistas, máximo de quatro pessoas que
irão apresentar suas visões sobre o tema pré-definido.
Fórum
É um tipo de reunião, com características menos técnicas cujo objetivo é estimular
efetiva participação de um público expressivo, com intuito de formar opinião
Jornada
São reuniões de determinados grupos de profissionais realizadas periodicamente com
o objetivo de discutir um ou mais assuntos que em geral não são discutidos em um
congresso.
Concentração
Segue os mesmos moldes de uma jornada. Seu caráter, entretanto, é mais informal.
Encontro
Reunião de profissionais de uma mesma categoria, com o propósito de debater e
expor temas polêmicos que, posteriormente, são apresentados por representantes dos
grupos participantes.
Não possui caráter oficial, nem procura implantar políticas de procedimento após as
discussões
Assembléia
Reunião da qual participam delegações representativas de grupos, estados, países,
etc.
Sua característica principal é colocar em debate assuntos de grande interesse.
O desenvolvimento dos trabalhos se dá por intermédio de uma ordem pré-
estabelecida. As conclusões são submetidas a votação, transformando-se em
recomendações da Assembléia.
Plenária
Mesmas características que uma assembléia, sendo que somente um assunto será
abordado
Feira
É um evento aberto a um grande público, com finalidade de comercialização imediata
de produtos e/ou serviços, além de propagação de novidades institucionais. Utiliza-se
a estrutura de estandes
Salão
Evento orientado para a promoção institucional de uma marca, de uma empresa ou
idéia.
Sua meta é criar uma imagem corporativa de fácil assimilação pelo público. A venda
não deve ser estimulada, também despertando a possibilidade de compra futura. Sua
estrutura é menos grandiosa que uma Feira.
Exposição
Possui como objetivo a divulgação e informação. A princípio não tem como
característica a venda, mas pode despertar o interesse de compra posteriormente.
Mostra
Semelhante ao conceito de exposição, de menor porte e com característica de ser
itinerante, otimizando sua força de divulgação.
Show
É todo o encontro, baseado especialmente na demonstração artística em suas
diversas facetas, principalmente a música. O momento do show é único e conta com a
participação de uma grande gama de colaboradores por trás do backstage
(bastidores).
Brainstorming
Ao traduzirmos ao pé da letra, iremos ter a seguinte definição: Tempestade de Idéias.
Este evento nada mais é do uma reunião que visa estimular a comunicação de idéias
por parte de um grupo previamente unido para este fim.
A princípio, todas as idéias são aproveitadas, sem nenhum tipo de censura. Já na
segunda etapa estas serão analisadas e avaliadas conforme suas potencialidades de
aplicação.
É importante o estabelecimento de um período de tempo limitado a realização desse
tipo de evento para melhor aproveitamento de resultados
Roda de Negócios
Este tipo de evento tem-se popularizado no meio financeiro.
Pode assumir ares de mesa-redonda, painel ou simpósio, mas seu objetivo será
sempre de formalizar negócios, concretizar parcerias empresariais ou concluir uma
negociação política-econômica.
Sua estrutura compreende a participação de representantes comerciais com projetos e
idéias ligadas ao seu negócio, fornecedores e distribuidores apresentam sua rede de
distribuição etc.
Tele-conferência ou Vídeo-conferência
Um moderno meio de organizar uma conferência ou reunião, utilizando áudio e links
de vídeo em tempo real por meio de uma linha de satélite alugada – DBS (Direct
Broadcast Satellites) e de um espaço físico adequado, com tradução simultânea.
ShowCasing
Um novo tipo de evento lançado recentemente no Brasil, como uma opção às feiras, o
showcasing insere o conceito de vitrine interativa.
Os produtos ou serviços são expostos em vitrines fechadas e os visitantes não têm
nenhum contato com os expositores. A comunicação acontece por meio de linhas
telefônicas instaladas em cabines que diretamente quando acionadas são conectadas
a uma central de informações.
Leilão
Evento que se utiliza da exposição de produtos que serão vendidos ao público, por
intermédio de lances individuais, partindo de um valor mínimo determinado.
Àquele que oferecer o maior lance será o contemplado com a peça.
Lançamento de Pedra Fundamental
Caracteriza-se como uma solenidade de que marca o início de uma construção,
geralmente de grande porte.
Em uma urna será armazenado vários documentos referentes a obra, jornais da
época, objetos de referência da empresa, moedas da época, etc
Inauguração
Evento que tem como característica a apresentação ao seu público de novas
construções e/ou instalações.
Necessita de um cerimonial distinto, com descerramento de placa e desenlace ou
corte de fita inaugural (no capítulo sobre Cerimonial abordaremos com maior
profundidade este assunto).
Visitas Empresariais
Evento que tem como objetivo apresentar a empresa a um grupo específico em um
determinado dia e horário. Todo um roteiro é traçado visando atender a curiosidade e
o interesse dos participantes (ver case 2). Não deve ultrapassar mais que três horas.
Demonstra como é todo processo de produção ou processo de trabalho, enfim
apresenta o cotidiano da empresa, seus produtos, serviços e instalações.
Manhã/Tarde/ Noite de Autógrafos
Antigamente a grande maioria de lançamentos literários aconteciam à noite, por isso
este tipo de evento foi nomeado como Noite de Autógrafos. Mas hoje em dia, também,
é muito comum manhãs ou tardes de autógrafos, dependendo do público (crianças ou
grupos da melhor idade).
Vernissage
Caracteriza-se por ser um evento demonstrativo, de lançamento inédito, ou seja , é a
primeira vez que estará sendo exposto ao público.
Geralmente precede uma exposição, como evento de abertura, inaugural. Pode ser
individual ou coletivo, reunindo vários artistas.
O termo Vernissage vem do idioma francês, e traduz-se em função de uma estória que
os artistas boêmios franceses do século XIX, após terminarem algum trabalho artístico
com uma demão de verniz, convidavam seus principais amigos para apreciarem a
obra e degustarem uma taça de vinho.
Desfile
Este evento caracteriza-se pela apresentação de produtos, geralmente ligados a moda
(vestuário, jóias, bolsas, sapatos e acessórios), utilizando-se de modelos ou
manequins profissionais.
Festival
Como o próprio nome já diz, este evento caracteriza-se por uma festa de variedades
demonstrando ao público uma gama de estilos ou apresentações variadas conforme o
interesse deste grupo.
As possibilidades de realização de um festival são inúmeras como os ligados a área
gastronômica (festival italiano, português, árabe, etc.) a área musical (festival de jazz,
festival da MPB, etc.), a área artística (festival de dança, festival do teatro, etc.), entre
outros.
Excursão
Evento que reúne um grupo de pessoas, com o objetivo de viajarem, conhecerem
novos lugares, novas culturas e acumularem novas experiências.
Torneio
Evento ligado diretamente a área esportiva, com regras estabelecidas, com intuito de
competição entre mais de um participante, sendo o número de participações ilimitados.
Concurso
Também caracteriza-se pelo vínculo de competição entre os participantes, seguindo
um regulamento específico elaborado para a ocasião. Não restringe-se a nenhuma
área de interesse específica. Este regulamento deve ser conduzido e formatado por
uma comissão técnica e especializada no assunto, além disso requer a participação de
um júri para acompanhar o cumprimento das regras e avaliação dos melhores
desempenhos. Dependendo da premiação requer autorização do Ministério da
Fazenda.
Campeonato
Apresenta algumas semelhanças com o torneio, também utilizando um rigoroso
regulamento. Distingui-se pelo seu critério de periodicidade e abrangência mais ampla
que um torneio.
Olimpíadas
Nada mais é do que um conjunto de torneios e campeonatos, com regulamentos e
cunho de competição e com uma maior amplitude de participação.
Comício
Evento destinado a princípio a candidatos a cargos eletivos, que irão expor suas
plataformas políticas e programas que pretendem implantar durante seu mandato
Passeata
Evento que traduz a manifestação popular, através de um ato público, um passeio com
cunho estritamente político de apoio ou protesto, diante de um fato ou decisão.
Característica de ampla democracia, permitindo a participação de todos em um
mesmo patamar.
Sarau
Tipo de acontecimento festivo realizado a tarde ou início da noite envolvendo
concertos musicais, demonstrações artísticas ou literárias. Muito comum no século
passado, este evento está rejuvenescendo e vem sendo promovido por escolas ou
grêmios estudantis com intuito de incentivar novos talentos.
Entrevista Coletiva
Evento destinado a um público dirigido – a Imprensa – com o intuito de transmitir
informações referentes a um determinado assunto ou acontecimento.
Um ou pelo menos dois representantes da empresa, da comissão ou coordenação
envolvida se colocam a disposição dos jornalistas convocados para apresentação de
dados e maior detalhamento sobre o tema em questão
Curso
Evento com intuito educacional, informativo, que capacita o público participante sobre
determinado assunto.
Pode ser utilizado como mecanismo de formação ou até mesmo de reciclagem
profissional.
Workshop
Este evento reunindo um determinado segmento de mercado,participa ativamente das
discussões, após uma pequena exposição de um coordenador-central, especialista no
assunto, que estimula a participação de todos em oficinas de trabalho, que têm como
objetivo a produtividade e obtenção de novos conceitos e alternativas.
Em resumo o participante vê como se faz e tem oportunidade de executar a tarefa,
tornando a teoria em prática.
Happy Hour
Evento de cunho predominantemente social, surgido no início dos anos 90, para
atender aos executivos que, ao deixar o trabalho, reúnem-se para um drink durante a
hora do rush.
Gincana
Evento que apresenta características de competição, cujos participantes devem
realizar os cumprimentos de inúmeras tarefas elaboradas por uma equipe, que
mesclam pedidos engraçados e alguns com um certo grau de dificuldade.
Festas Temáticas
Prática cada vez mais comum no Brasil, sendo um dos seus maiores exemplos o
Carnaval, que durante, quatro dias ou mais, empolga o país. Recentemente esse
evento de Momo foi eleito pelo site Fun Party , como a maior festa do mundo.
Estudos de Caso
Tipo de evento mais utilizado na área científica ou médica, onde um determinado caso
é apresentado a um grupo de participantes e após a disseminação das informações, o
grupo procura a solução mais adequada a ser implantada.
Cerimônias Fúnebres
Honras que se prestam em cerimônias de sepultamento. Mais usual quando o
falecimento de personalidades.
Assembléia
Reuniões de representantes ou delegações de segmentos do mercado, que colocam
em debate assuntos de grande interesse. O desenvolvimento dos trabalhos tem como
peculiaridade a orientação das delegações para se posicionarem em lugares
determinados. Há uma votação das conclusões abordadas e posteriormente
transformadas em recomendações a serem seguidos por todo o grupo.
Aula Magna
Uma espécie de conferência, onde um renomado especialista é convidado para uma
apresentação no meio acadêmico e/ou educacional. Requer um protocolo cuidadoso,
pois tem como característica básica a formalidade.
Aula Inaugural
Possui as mesmas características da Aula Magna, só que não utiliza-se da
formalidade, geralmente utilizada quando o início do ano ou semestre letivo.
Debate
Discussão realizada, entre, pelo menos dois oradores ou também chamados de
debatedores, para defender um ponto de vista já pelo menos conhecido pelo público.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Agências
DISTRIBUIÇÃO
Sistema de distribuição - Direto e Indireto
• Direto; Cliente -> Fornecedor
• Indireto; Cliente -> Fornecedor Indireto (Agência de viagem; Operadora turística) -> Fornecedor Direto (Hotel; Cia. Aérea; Restaurante; Cruzeiros; Parques temáticos; Transportadoras terrestres)
EMBRATUR
TIPOS DE PACOTES
Sistema de distribuição - Direto e Indireto
• Direto; Cliente -> Fornecedor
• Indireto; Cliente -> Fornecedor Indireto (Agência de viagem; Operadora turística) -> Fornecedor Direto (Hotel; Cia. Aérea; Restaurante; Cruzeiros; Parques temáticos; Transportadoras terrestres)
Órgãos Normativos e Fiscalizadores
EMBRATUR
- Instituto Brasileiro de Turismo
• Órgão vinculado ao Ministério do Turismo;
• Regulamenta e fiscaliza as agências de turismo no Brasil; CADASTUR
BRAZTOA
- Associação Brasileira das Operadoras de Turismo
• Congrega operadoras de turismo, para sua divulgação e interesses em comum.
ABAV
- Associação Brasileira de Agentes de Viagens
• Objetivo: agregar os agentes de viagens; finalidade: suporte jurídico e fiscalização das agências de viagens.
SNEA
- Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias
• Responsável pela distribuição, controle, cobrança e demais funções atinentes a tarifas e bilhetes aéreos nacionais;
• Permite o estoque de bilhetes domésticos.
SINDETUR
- Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo
• Fins de estudos, coordenação, proteção e representação legal;
• Tem o intuito de colaborar com o poder público e as demais associações, buscando a solidariedade social e interesses nacionais.
AVIESP
- Associações das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo
• Promoção, divulgação e aproximação das agências no mercado turístico
IATA
- International Air Transport Association
• Representa o setor aéreo ao nível mundial;
Para as Empresas Aéreas
As Empresas Aéreas interligam suas redes
individuais num sistema de abrangência mundial
através da IATA, a despeito das diferenças de
idioma, moeda, legislação e hábitos.
Para os governos
Desenvolve padrões operacionais para o setor.
Representa também a fonte mais rica de
experiência acumulada e conhecimentos
específicos sobre a qual os governos podem se
apoiar. Em questões de segurança e eficiência do
transporte aéreo a IATA contribui com a política
estabelecida da maioria dos governos,permitindo
economizar grandes esforços e recursos que de
outra forma deveriam ser gastos em negociações
bilaterais, como por exemplo, tarifas.
Para os terceiros
Funciona como um elo coletivo entre eles e as
Empresas Aéreas. Agentes de Viagem e Carga
podem representar comercialmente as Empresas
no mercado através da IATA e beneficiar-se da
neutralidade aplicada nos padrões de serviço às
agências e do nível de profissionalismo alcançado
na prestação desses serviços.
TERMINOLOGIA TÉCNICA
Alfa
Bravo
Charlie
Delta
Eco
Fox
Golf
Hotel
Índia
Juliet
Kilo
Lima
Mike
November
Oscar
Papa
Quebec
Romeu
Sierra
Tango
Uniform
Victor
Xadrez (X-ray)
Yankee
Whisky
Zulu
Quarta - Q
Sábado - J
Os demais, primeira letra em inglês.
|
JAN – janeiro
|
|
FEB -
fevereiro
|
|
MAR - março
|
|
APR – abril
|
|
MAY – maio
|
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JUN – junho
|
|
JUL – julho
|
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AUG –
agosto
|
|
SEP –
setembro
|
|
OCT –
outubro
|
|
NOV –
novembro
|
|
DEC -
dezembro
|
- A COMPARTIR: termo utilizado
para indicar que um passageiro viajando sozinho está compartindo ou
dividindo o quarto com outro passageiro.
- ACOMODAÇÃO (ACCOM): instalação
em estabelecimento hoteleiro. Quando se refere a alojamento ou acomodação
entende-se apenas a utilização do quarto ou aposento, sem inclusão de
refeições.
- ADT – Adulto
- AIR PASS: passe aéreo vendido
pelas Cias. Aéreas para vôos internos dentro do país receptor, podendo ser
adquirido pelos estrangeiros em agências de viagens com tarifas especiais.
- ALL INCLUSIVE: sistema
alimentício que inclui todas as refeições e bebidas no preço da diária com
consumo ilimitado.
- ALTA ESTAÇÃO OU TEMPORADA: época
de maior demanda em uma determinada região em função do período de férias,
feriados ou eventos especiais.
- APARAMENTOS COMUNICANTES: apartamentos
conjuntos e com ligação direta, não separados por porta de comunicação.
Geralmente os quartos são separados por um corredor ou uma pequena sala de
estar, mas constituem uma mesma unidade habitacional.
- APARTAMENTOS CONJUGADOS: são
quartos de hotel localizados um ao lado do outro, geralmente com portas de
comunicação.
- ARPT: abreviação de aeroporto.
- BANGALÔ (BGL): casa de
construção “simples”, localizada em zonas de veraneio, que pode servir de
alojamento. De origem hindu, costuma ser térrea, no campo ou à beira-mar.
- BLACK OFF: bloqueio de grupo com
determinado prazo para se nominar, ou seja, confirmar os nomes corretos.
Condição de reserva antecipada, total ou parcial em hotéis, Cias. Aéreas e
demais serviços turísticos.
- BLOQUEIO: é o aluguel total ou
parcial dos assentos de aeronave ou dos quartos de um meio de hospedagem
feito por uma agência ou operadora sem ter efetivamente vendidos os
lugares, somente com a promessa de venda.
- BOOKING: reserva, registro
adiantado de certos serviços solicitados pelo turista ou um profissional
da área de turismo.
- BY NIGHT: passeio no centro de
diversões noturnas de um destino turístico. Pode representar também um
evento específico como um luau na praia ou um show folclórico.
- BUDGET: tipo de hotel econômico
no exterior.
- BUS LIST: lista de passageiros
de um ônibus de turismo exigida pelo DNER (Departamento Nacional de
Estrada de Rodagem), devendo constar nome completo e RG ou passaporte dos
viajantes.
- CABANA:apartamento separado do
corpo principal do hotel.
- CABINE: acomodação em navio ou
trem.
- CAFÉ CONTINENTAL (CONTINENTAL BREAKFAST): café da manhã simples, servido em alguns países.
- CASH: pagamento à vista
- CHALÉ: habitação campestre de
origem suíça, geralmente de madeira, que serve de alojamento em alguns
meios de hospedagem.
21. CHECK
IN: apresentação do passageiro para usufruir
algum serviço turístico.
22. CHECK OUT: saída do hóspede do hotel, no final do período
contratado
- CIP (COMMERCIAL IMPORTANT PERSON): passageiro comercialmente importante.
- CHD - criança
- CITY TOUR: passeio pela cidade,
com parada exploratória.
- CODE SHARING: Acordo entre as
Cias. Aéreas para a operação conjunta de alguns trechos aéreos.
- COMISSÃO: remuneração de
agência, operadora ou representante de um estabelecimento turístico pela
venda de um serviço.
- CONTA CORRENTE: sistema que
permite a compra de serviços turísticos em uma empresa prestadora de
serviços turísticos por parte da pessoa jurídica.
- CORRENTISTA: cliente que se
utiliza o sistema de conta corrente.
- CRUISE (CRUZEIRO MARÍTIMO):
viagem turística realizada em navios fretados que fazem escalas nos portos
constantes do roteiro, que permitem aos turistas uma rápida visitação da
localidade.
- CSL: abreviação para designar
casal.
- EARLY CHECK IN: entrada no hotel
antes do horário de início da diária.
- ESTAÇÃO: local de parada ou
terminal de meios de transporte ferroviário ou rodoviário. Pode também se
referir à época ou período do ano – sazonalidade – alta ou baixa
temporada.
- ESTADA: permanência do hóspede
no meio de hospedagem.
- ESTADIA: permanência de veículos
em um local: estacionamento ou garagem.
- DAY RATE: percentual de diária
do hóspede que fica no hotel após o encerramento da diária (normalmente de
50%).
- DECK: andar ou nível do navio.
- DEPOSIT RESERVATION: depósito
para garantia de uma reserva. Caso o hóspede não compareça, perde-se o
direito à restituição.
- DETAX: é o imposto cobrado sobre
compras no exterior com o direito de ressarcimento no aeroporto local ou
pelo correio por intermédio da apresentação do recibo / comprovante de
venda e o passaporte.
- DIÁRIA (DLY): valor cobrado pela
hospedagem em um hotel durante o período inferior a 24 horas.
- DÓLAR TURISMO: cotação usada
para cálculos de preços da parte terrestre de um pacote turístico e para a
compra de Traveller’s Checks (cheques de viagem) pelo turista em viagem ao
exterior.
- DOUBLE (DBL): acomodação para
duas pessoas – apartamento duplo – pode ou não ser um quarto para casal.
- DOWNGRADE: transferência de uma
classe superior de serviço para outra categoria inferior com reembolso ao
cliente.
- EURAILPASS / EUROPASS: passes de
trem para a Europa comercializados no Brasil.
- EXCHANGE: operação de conversão
de valores expresso em moeda de um país pelo equivalente em moeda de
outro.
- FAMTOUR (FAMILIARIZATION TOUR):
viagem de familiarização e divulgação de um destino, promovido por uma
operadora, Cia. Aérea, hotéis, para agentes de viagens e funcionários
ligados ao trade (setor turístico).
- FARE: tarifa, preço, valor.
- FLY AND DRIVE: pacote turístico
que inclui somente a passagem aérea, a hospedagem e a locação de veículo.
- FORFAIT (FIT – FOR INDEPENDENT TOUR): viagem planejada e cotizada para atender aos desejos e
necessidades de um cliente ou um grupo específico de passageiros.
- FULL FARE: tarifa integral ou
cheia (sem desconto).
- INCLUSIVE TOUR: termo internacionalmente
usado para a viagem com tudo incluído, organizada por uma operadora de
turismo que planeja todos os detalhes (itinerário, hotéis, alimentação,
meio de transporte, passeios, etc) com preço pré-estabelecido.
.
- INF - criança de colo
- INVOICE: pagamento de algum
serviço turístico por uma agência de turismo através de fatura.
51. LATE CHECK IN: expressão que indica a necessidade do hóspede se
apresentar no hotel, muito além do horário de início da diária, é sempre
necessário avisar o Hotel sobre este fato.
52. LATE CHECK OUT: expressão que indica a necessidade do
hóspede sair do Hotel, após o término previsto da diária.
53. MEIA PENSÃO (MAP – MODIFIED AMERICAN PLAN): café da manhã e mais uma refeição diária (almoço ou jantar).
- NO SHOW: não comparecimento do
passageiro sem aviso prévio para usofruto de algum serviço turístico.
- NOTA DE DÉBITO: aviso prévio de
débito a ser emitido pela agência de viagens para comunicar ao cliente
lançamentos de débito em sua conta corrente.
- OFF SEASON (FORA DA ESTAÇÃO):
baixa temporada, período de pouca procura ou fluxo de visitantes em uma
determinada região.
- ON SEASON (NA ESTAÇÃO): alta
temporada. Período de maior fluxo de turistas ou visitantes em certa
localidade.
- OPINÁRIO: formulário de
investigação da qualidade dos serviços turísticos utilizados em um
equipamento ou uma viagem turística completa.
- OVERBOOKING: reservas efetuadas
em número superior à capacidade de atendimento em um meio de transporte ou
de hospedagem.
58. PACKAGE
TOUR (PACOTE TURÍSTICO): plano de viagem, onde o
produto é
comercializado de forma organizada, incluindo o transporte, traslados,
hospedagem passeios, etc.
59. PAX: abreviação de passageiro.
60. PEAK SEASON: pico da alta estação.
Época de maior afluência de turistas em uma determinada destinação na alta
temporada.
61. PENSÃO COMPLETA (FAP – FULL AMERICAN PLAN): plano que inclui café da manhã, almoço e jantar, com exceção de
bebidas.
62. POOL: grupo de empresas em parceria
para realização de um serviço comum, por exemplo: fretar um avião, organizar um
roteiro específico, bloquear determinado hotel. Este acordo tem como principal
finalidade evitar a capacidade duplicada nos mesmos trechos, estabelecendo
horários equilibrados, eliminação de concorrência direta com realização de
propaganda conjunta, redução de custos, maior capacidade de atendimento a
demanda e operação mais econômica.
63. PRAZO (DEAD LINE): prazo para o pagamento ou cancelamento da
reserva.
64. PREÇO NETO: preço não comissionado.
65.
ROOMING LIST: relação de
passageiros organizada de acordo com as acomodações que serão utilizadas no
hotel.
66. ROOMING NIGHT: pernoite
67. SHORE EXCURSION: excursão (passeio de
menos de 24 horas) realizada quando os cruzeiros marítimos estão parados no
porto. É um city tour ou sightseeing em terra durante a realização da viagem de
navio.
68. SIGHTSEEING: excursão urbana e geral
que possibilita uma visão panorâmica do local.
69. SINGLE (SGL): acomodação para uma
única pessoa.
70. STAND BY: situação de espera,
aguardando confirmação para embarque.
71. STANDARD (STD): expressão que traduz
o tipo mais comum – padrão de acomodação nos hotéis.
72. SUITE (STE): categoria de apartamento
na hotelaria que inclui sala, quarto e banheiro.
73. TARIFA ACORDO: acordo comercial entre
agência de turismo e seus fornecedores, com tarifas mais baixas, ou com o
comissionamento maior.
74. TARIFA BALCÃO: preço sem nenhum tipo
de desconto, comprado direto no local de embarque ao na recepção de um hotel.
75. TARIFA CHEIA: tarifa integral, sem
descontos. Equivale aa tarifa balcão.
76. TARIFA COMERCIAL: tarifa praticada
pelo hotel com empresas e hóspedes freqüentes.
77. TARIFA PROMOCIONAL: valor cobrado
abaixo da tarifa regular, com porcentagens de desconto, dependendo da
disponibilidade de assentos, período e destino, a fim de estimular o tráfego.
78. TIME SHARING: tempo compartilhado.
Sistema de co-utilização imobiliária através do qual o usuário compra o direito
à hospedagem por uma semana ao ano em um determinado empreendimento de
hospedagem, geralmente resorts de luxo.
79. TIME TABLE: quadro de horários de
meios de transportes.
80. Tour - Normalmente é a
combinação de city tour + sightseeing, transformando-se num passeio completo.
81. Trade - conjunto de profissionais de uma mesma atividade. Costumamos nos
referir ao setor do Turismo como "O Trade
Turístico".
82. TRANSATLÂNTICO: o mesmo que cruzeiro
marítimo – considerado como um “resort flutuante, pois se trata de um hotel
luxuoso em alto mar- meio de hospedagem, transporte e entretenimento
simultaneamente.
83. TRASLADO / TRANSFER (TRF): serviço de
assistência e transporte do passageiro desde o terminal de transporte até o
local de hospedagem e vice – versa.
84. TRANSFER
IN / TRASLADO DE CHEGADA
85. TRANSFER
OUT / TRASLADO DE SAÍDA
86.
TRAVELLER CHECK: cheque de viagem que pode ser adquirido em qualquer casa de câmbio
do país, mediante a apresentação de passaporte (e também em alguns bancos).
Forma de pagamento em viagens internacionais. Possui a grande vantagem de
reembolso em caso de perda ou roubo, mas não é aceito em todos os lugares.
87. TRIPLO (TPL): acomodação para três pessoas no mesmo quarto.
88. TWIN: designa apartamento com camas
separadas, ex: DBL TWIN (duplo com duas camas separadas).
89. UNIDADE HABITACIONAL (UH): quarto,
aposento de um meio de hospedagem,
90. UPGRADE: transferência de uma classe
inferior de serviço para outra categoria superior sem pagamento de taxa
adicional.
91. VIAGEM DE INCENTIVO: programa de
viagem realizado para funcionários de empresas comerciais ou industriais, por
vezes para os clientes das mesmas, com o propósito de estimular o aumento da
produtividade e especialmente de vendas. Viagem
de
premiação aos empregados em concursos ou competições com tudo incluso e
geralmente com direito à acompanhante.
92. VIP (VERY IMPORTANTE PERSON): pessoa
considerada muito importante, que deve receber atendimento diferenciado.
93. VISTO (VISA): documento oficial
emitido através da Embaixada Governamental ou Consulado de um país estrangeiro,
autorizando a entrada no mesmo com o objetivo de realização de uma viagem ou a
permanência como não cidadão.
94. VÔO DE LINHA OU REGULAR: vôo cujo
horário e freqüência é publicado em catálogos.
95. VOUCHER: cupom ou ordem de serviços
turísticos, emitido pela agência, a operadora ou o representante legal e que
mediante a sua apresentação ao fornecedor, o passageiro tem o direito de
receber o (s) serviço (s) que nele figuram explicitamente.
Deve ser emitido
dentro de uma seqüência estabelecida pelo itinerário de viagem. Nunca emitir em
aberto, sempre deve ser datado e com os serviços especificados. Não possui um
padrão, podendo variar a sua apresentação gráfica a critério de cada empresa.
96. WHOLE SALER: agência de viagens e
turismo que vende por atacado (operadora de turismo).
AVIAÇÃO COMERCIAL
1. Alfândega - setor dos aeroportos que controla a entrada de cidadãos naquele
país e mercadorias estrangeiras trazidas por eles.
2. Boarding
Pass - cartão
que autoriza o embarque do passageiro na aeronave.
3. BSP - Bank Settlement Plan - é um tipo
de bilhete único, que permite emissão das Cias. Aéreas associadas ao sistema.
4. Cabotagem - trecho doméstico de um vôo internacional.
Ex.: RIO / CWB /
MVD / BUE - o trecho RIO / CWB é de cabotagem.
5. Charter
Fare - tarifa aérea válida para fretamentos de
aeronaves.
6. Code
Share - operação compartilhada entre duas ou
mais empresas aéreas; assim, desenvolvem um esquema de vôos, no qual sejam
racionalizadas as operações, nos horários de maior movimento e também com uma
malha aérea mais prática para as participantes.
7. Duty
Free - lojas
situadas nos aeroportos e navios de cruzeiros que vendem mercadorias livres da
cobrança de impostos.
8. Endosso - autorização da Cia. Aérea permitindo que o passageiro embarque
num vôo em condições especiais e diferentes das anotadas no seu bilhete de
passagem. Ex.: antecipação do horário do vôo.
9. Flight
Schedule - quadro de aviso dos horários dos
vôos.
10. IATA - International Air Transport Association - Associação Internacional de Transporte Aéreo, que é o órgão
máximo da aviação civil mundial.
11. Off
Line - Trecho
emitido no bilhete de uma empresa aérea, mas voado por outra.
Ex.: RIO /ZRH /
STO / FRA / RIO - trechos emitidos no bilhete da Varig
Os trechos RIO /
ZRH e FRA / RIO são trechos em vôo Varig, são On Line.
Já os trechos ZRH
/ STO / FRA são voados com a Swissair, portanto são Off Line.
12. On
Line - todo o trecho de uma viagem voado pela
mesma empresa aérea.
Ex.: RIO / BCN /
MAD / RIO - voando Ibéria
13. Overbooking - Excesso de lotação. As empresas aéreas são autorizadas legalmente
a vender até 20% a mais de sua ocupação, a fim de evitar prejuízos por
cancelamentos por parte dos passageiros.
14. Routing - diagrama dos percursos aéreos que
permitem o cálculo da tarifa.
15. Stand
by Fare - passagem aérea a preço mais baixo que
o normal, com a condição de que não podem ser feitas reservas; a viagem fica
sujeita à disponibilidade de assentos até a hora da decolagem do avião.
16. Stopover - parada voluntária solicitada pelo
passageiro.
17. Stop
Privileges - plano pelo qual as linhas aéreas
permitem paradas em cidades intermediárias entre a origem e o destino extremo,
sem custo extra para o passageiro.
18. Surface - trecho da viagem executado por via
não aérea. Vem anotado no bilhete.
Ex: BHZ / SSA //
FOR / BHZ - o trecho compreendido entre SSA e FOR não é voado e vem sinalizado
por duas barras (//).
19. Void - cancelado.
TIPOS DE PACOTES
Excursão - Data definida, nº mínimo de pax, não pode haver alteração de serviços por parte do pax, roteiro padrão.
Regular - pax escolhe a data e a categoria htl, disbonibilidade de vôos conforme a orferta da cia aerea.
Forfait - pacote feito sob medida para o pax, conforme suas necessidades.
Fly & Drive - aereo + htl + locação de veículo
Parte Terrestre - transporte terrestre, passeios, htl.
CITY TOUR - Parada de visitação aos principais pontos de interesse. Dia inteiro ou meio dia, a pé.
CITY BY NIGH - Visitação a noite da cidade, jantar, coquetel.
SIGHTSEEING - excursão urbana e geral/ visão panorâmica do local.
PASSEIOS TEMATICOS - passeios focados em aspectos específicos no NR. (terror, casa dos famosos)
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