quarta-feira, 21 de novembro de 2012

GEOGRAFIA

BIOMAS: Grandes espaços naturais, o conjunto dos
ecossistemas terrestres ou o conjunto dos tipos fisionômicos
semelhantes de vegetação.

São eles:
• Floresta amazônica ou floresta pluvial; cobre grande parte da bacia amazônica, tendo seus limites a leste com a mata dos cocais, vegetação de transição para a caatinga e, ao sul, com os cerrados.
Localiza-se nas regiões onde a precipitação está acima de 1800-2000 mm anuais e onde as temperaturas não são extremamente altas, mas caracterizam-se por médias regulares durante o dia e à noite ao longo do ano. Sua área de ocorrência está numa bacia hidrográfica que se eleva a poucos metros acima do nível do mar, não sofrendo variações climáticas em decorrência da altitude.
Pode ser agrupada em:
mata de terra firme - nunca inundada, abrange cerca de 90% da área total da floresta e se constitui no habitat da castanha-dopará
mata de várzea - periodicamente alagada e habitat da seringueira
mata de igapó - permanentemente alagada e habitat da vitóriarégia (chega a atingir 2m de diâmetro).
Os três tipos de mata estão sujeitos ao regime de inundação dos rios.
Sua biodiversidade é enorme e pouco conhecida. Somente algumas espécies de valor econômico têm sua geografia conhecida (como a seringueira).

Cerrado; Possui solos pouco férteis, formados pela deposição de sedimentos antigos que sofreram desgaste por milhares de anos. Apesar disso, estes solos são continuamente transformados em pastagens e monoculturas, sobretudo a da soja.
Suas árvores tortuosas e espaçadas apresentam troncos de cortiça espessa e folhagem coriácea e pilosa, com raízes profundas que chegam a 15 m de profundidade do solo. As precipitações anuais são superiores a 1000 mm anuais, não havendo escassez de água, apesar da sazonalidade.
Ocupam terrenos planos ou levemente convexizados do Brasil central, parte dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Sofre a ação constante das queimadas que ameaçam a fauna e destroem as matas-galeria que protegem a drenagem.

• Mata atlântica; Denominação genérica de Mata Atlântica: áreas primitivamente
ocupadas pelas seguintes formações vegetais constantes do Mapa de Vegetação do Brasil (IBGE, 1993):Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, manguezais, restingas, campos de altitude, brejos interioranos e enclaves florestais do Nordeste - cobertura florestal praticamente contínua nas regiões sul, sudeste e, parcialmente, no nordeste e centro-oeste
Ocorre uma grande variedade de matas tropicais úmidas nas regiões costeiras do país, acompanhando a distribuição da umidade trazida pelos ventos alíseos de sudeste.
É um dos mais ricos conjuntos de ecossistemas em termos de diversidade biológica do Planeta; distribuída ao longo de mais de 23 graus de latitude sul; o bioma é composto de uma série de
fitofisionomias bastante diversificadas; significativa diversificação ambiental e, como conseqüência, a evolução de um complexo biótico de natureza vegetal e animal muito rico.  

• Caatinga; Composta por vegetação que perde as folhas na estação seca (com a exceção de algumas palmeiras e do juazeiro, cujas raízes profundas captam água do subsolo); suas plantas caracterizam-se pela xeromorfia, espécie de revestimento de tecidos que ajuda a perder menos água por transpiração,
resultando em folhas grossas, coriáceas e pilosas.
Em direção ao litoral a caatinga dá lugar ao agreste, vegetação de matas pouco densas, com árvores tortuosas e que também perdem folhas na estação seca.
É a vegetação típica do clima tropical semi-árido cuja pluviosidade é inferior a 600 mm anuais e temperaturas médias mais altas do país (26 graus Celsius), o que resulta em severo déficit hídrico.


• Pampas; Também chamados de campos, são formações abertas, cobertas quase só por gramíneas,
sendo encontradas algumas árvores e arbustos próximos a cursos d'água.
Ocorrem principalmente no Rio Grande do Sul.O clima é subtropical, com temperaturas amenas e chuvas constantes com pouca alteração durante todo o ano.
O solo em geral é fértil e grande sua utilização pela agricultura e pecuária, tanto a leiteira quanto a de corte.
É nesta região que se encontram os melhores rebanhos de corte do Brasil; a maioria das carnes para exportação sai dos pastos sulinos. Às vezes estes rebanhos fazem uso até de pastos nativos.

• Pantanal; Corresponde às planícies inundáveis da depressão da bacia hidrográfica do rio Paraguai; são terrenos baixos que se estendem pelo chaco paraguaio e se prolongam até as planícies pampianas da América do Sul. O sistema de drenagem que inunda as planícies recebe denominações regionais conforme a área da bacia (Paiaguás, Nhecolândia, Miranda, etc)
A depressão do pantanal formou-se provavelmente após a separação da antiga Gondwana e o soerguimento dos Andes, o que originou a bacia do rio Paraguai.

Caracteriza-se por clima tropical com temperaturas elevadas e estação seca prolongada. Sua
avifauna é a mais rica do planeta e se apresenta nos mosaicos de floresta, cerrados e campinas higrófilas.


LITORAL BRASILEIRO
• 7408 km: do Cabo Orange (AP), foz do rio Oiapoque ao Arroio Chuí (RS)
• Importância econômica: Pesca, Extração de sal (salinidade, temperatura, evaporação, ventos: RN, CE,
RJ), Turismo (grande potencial, infraestrutura precária), Petróleo (plataforma continental), Importância estratégica (posição privilegiada no Atlântico Sul); Segurança Nacional (1970 – 200 milhas da costa -370,4 km)
• Ilhas; Continentais ou costeira – próximas à costa. Oceânicas – distantes da costa, origem vulcânica
(exceção: Atol das Rocas - origem coralígena+vulcânica)

Formação do Litoral Brasileiro; Evolução geológica: milhões de anos -separação do Gondwana (América do Sul, África, Índia e Austrália)-  há 220 milhões de anos. Regiões Costeiras: evolução constante, acelerada pela ação antrópica.


Divisão
Litoral Amazônico ou Equatorial
Litoral Nordestino ou das Barreiras
Litoral Oriental
Litoral Sudeste
Litoral Meridional ou Subtropical

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Caracterização, análises da localização, zoneamento e limites das unidades
  • O SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) – categorias de Unidades de Conservação.


Benefícios das áreas protegidas:
1. Conservação da biodiversidade.
2. Conservar os recursos hídricos;
3. Conservar belezas cênicas;
4. Proteger investimentos (evitando e controlando a erosão do solo e o assoreamento dos rios e represas, mantendo regular a vazão dos rios etc.);
5. Proteger sítios históricos e/ou culturais;

6. Manter e produzir a fauna silvestre;
7. Proporcionar oportunidades de recreação em contato com a natureza;
8. Proporcionar oportunidades de educação ambiental;
9. Propiciar o manejo dos recursos florestais;
10. Assegurar a qualidade do ar e da água; e
11. Ordenar o crescimento econômico regional (organizando e enfocando todas as ações do desenvolvimento integral rural e urbano, pela geração de oportunidades estáveis de emprego e renda), bem como de economias locais sustentáveis.


Criação de "ilhas biológicas“: significou um grande passo na luta para evitar a tendência de destruição de recursos naturais - contudo, aquém do desejável para a manutenção da megadiversidade.
Objetivos da administração destas áreas: variam desde a preservação da natureza em sentido estrito até a extração controlada de seus recursos.



Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC; criado pela Lei 9985/2000
• Segundo o Min. Meio Ambiente – em 10 anos foram criadas 378 UCs.

- Vantagens do SNUC; Possibilita a criação de um sistema de unidades de conservação que integra, sob um só marco legal, as unidades de conservação das três esferas de governo (federal, estadual e municipal). Brasil é responsável pela criação de 74% de todas as áreas destinadas à conservação no mundo entre 2003 e 2008.

- Dois problemas; Total de área protegida por bioma é insuficiente para a conservação da biodiversidade (mínimo de 10% de proteção integral por bioma, segundo as conclusões do "IVCongresso Internacional de Áreas Protegidas", Caracas 1992). Áreas já criadas ainda não atingiram plenamente os objetivos que motivaram sua criação.



1. Áreas Protegidas
• Áreas de terra e/ou mar especialmente dedicadas à proteção e manutenção da diversidade biológica e de seus recursos naturais e culturais associados, manejadas por meio de instrumentos legais ou outros
meios efetivos.
2. Unidades de Conservação – UC
• Espaços territoriais (incluindo seus recursos ambientais e as águas jurisdicionais) com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e com limites definidos, sob regime especial de administração, às quais se aplicam com garantias adequadas de proteção.


Impacto Econômico Global das Áreas Protegidas
• Objetivos econômicos das áreas protegidas: algumas iniciativas demonstram que se pode aumentar frentes de trabalho e renda com a criação de novas áreas protegidas, desde que bem gerenciadas, tendo-se como princípios o uso ordenado e o respeito à capacidade de suporte dos ambientes.


Importância da Conservação da Biodiversidade

“biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.”


• Contribuição econômica direta: imensa quantidade de produtos alimentares, farmacêuticos e de uso industrial derivados da fauna e da vegetação, os quais contribuem, ou podem vir a contribuir, diretamente para a vida humana.
• Participação na manutenção dos grandes ciclos ambientais gerais do planeta: ciclo da água, climáticos, de nutrientes etc.
• Valores estéticos paisagísticos: atraem as pessoas por sua beleza ou "poder de fascinação", sentimento de admiração, complexidade e variedade das inúmeras interligações das diferentes formas de vida etc.
• Justificativas éticas inerentes às próprias espécies: seu valor por si mesmo, o próprio direito de existir das espécies.


As unidades de conservação (UC's) são divididas em dois grupos:
1. UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL – objetivo:  preservação da natureza; admite-se
apenas o uso indireto de seus recursos naturais  - atividades educacionais, científicas e recreativas.
Estação Ecológica: preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas; de posse e domínio públicos.
Reserva Biológica: proteção integral da biota e demais tributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação
de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais; de posse e domínio públicos.
Parque Nacional: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico; de posse e domínio públicos.
Monumento Natural: preservação de sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica; pode ser constituído por áreas particulares.
Refúgio de Vida Silvestre: proteção de ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória

2. UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL – objetivo: compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.

• Área de Proteção Ambiental (APA): área extensa, com certo grau de
ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou
culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bemestar das populações humanas – objetivos: proteger a diversidade
biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a
sustentabilidade do uso dos recursos naturais; constituída por terras
públicas ou privadas.
• Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE): área geralmente de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza; constituída por terras públicas ou privadas.
• Floresta Nacional (FLONA): área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas; de posse e domínio públicos.

• Reserva Extrativista (RESEX): área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte; objetivos: proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade; de domínio público com seu uso concedido às populações extrativistas tradicionais.
• Reserva de Fauna; área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobre manejo econômico sustentável de recursos faunísticos; de posse e domínio públicos.
• Reserva de Desenvolvimento Sustentável: área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica; de domínio público.
• Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN): área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.



















segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Festa da Uva

Introdução


         A festa da Uva, ou Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, é uma festa brasileira de cultura italiana e da produção agro-industrial regional que acontece a cada dois anos no município de Caxias do Sul, estado do Rio Grande do Sul. É a maior festa comunitária do sul do país. Símbolo cultural da região da Serra Gaúcha, o evento possui uma história rica e em constante desenvolvimento.
         Sua mais recente edição, de 2012, foi realizada entre os dias 16 de fevereiro e 4 de março.




1. Festa da Uva 2012.

        A 29ª Festa Nacional da Uva e 23ª Feira Agroindustrial atingiu a marca de mais 805 mil pessoas envolvidas em suas atividades. O presidente da Comissão Comunitária, Gelson Palavro, destaca a qualidade do evento que nesta edição através do tema “Uva, Cor, Ação – A Safra da Vida na Magia das Cores” homenageou os 80 anos de Festa da Uva, os 40 anos da primeira transmissão em cores da tv brasileira e o ano da Itália do Brasil.

“Os números, tanto de público quanto de receita, com certeza são importantes, mas não devem ser colocados acima do principal objetivo do evento é satisfazer os visitantes e proporcionar bons negócios aos expositores. Neste sentindo, avaliamos que conseguimos alcançar as metas e ainda por cima, superamos expectativas”

        Destaca o presidente Gelson Palavro que na manhã desta quarta-feira, 11 de abril, divulgou o Balanço Final e a Pesquisa de Satisfação em coletiva de imprensa.
        Entre as conquistas e aspectos positivos desta edição, Palavro destaca diversos pontos. A maior integração, aproximação e envolvimento da comunidade caxiense através de novos concursos realizados como o que escolheu a música tema da Festa o carro alegórico das Soberanas, além da escolha da Coroa da Rainha e da Rainha e Princesas da Festa.
        A tecnologia avançada também contribuiu para a comodidade do público. Os ingressos para os shows nacionais, Parque de Eventos e para o Desfile Cênico Musical puderam ser adquiridos antecipadamente via internet e recebidos em casa ou retirados no dia na bilheteria. Além disso, durante os 18 dias do evento, o público que esteve no Parque pode acessar gratuitamente a internet wireless.

        O layout da feira contou com modificações que melhoraram o acesso e fluxo de pessoas durante a visitação. O Pavilhão 2 ganhou corredores mais largos e caminhos menos sinuosos. No Espaço Multicultural, os visitantes tiveram a disposição três camarotes (dois laterais e um nos fundos) e uma ala vip para assistir com mais conforto aos sete shows nacionais que animaram o evento.
        Os palcos adicionais, como o Ítalo-Gaúcho e o Espaço Jovem, trouxeram diferentes atrações para agradar ao mais variado gosto musical. “Outro aspecto positivo foi a interação dos grupos teatrais no Parque. O visitante se surpreendeu e se divertiu com as mais de mil inserções artísticas e culturais”, comenta Gelson.
        A retomada do espetáculo Som & Luz também foi outro aspecto muito importante. Com o texto revisado e novo formato, foram nove apresentações que encantaram turistas e caxienses. Já o espaço Sabor da Festa foi novidade nesta edição. Em um estande climatizado, em três opções de horário diariamente, o público participou de minioficinas onde foi possível conhecer, saborear e aprender a diferenciar oito variedades de uva produzidas em Caxias do Sul, apresentadas por engenheiros-agrônomos da Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.  Ao final do curso, cada participante recebia uma caixa com as uvas degustadas.
        Entre as milhares de atrações da Festa da Uva, o Desfile Cênico Musical com seus 1,5 mil figurantes ganhou destaque especial. Das oito apresentações programadas, devido ao mau tempo, aconteceram seis. A cena final, em frente à Praça Dante Alighieri, reuniu apoteoticamente grande parte dos figurantes, a Rainha Roberta Veber Toscan e as Princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette ao som do Coral e Orquestra Municipal.
        Os figurantes foram divididos em quatro blocos que retrataram o tema da Festa, recontando desde o início da imigração em 1875 até o sucesso da celebração da colheita com a Festa da Uva. As arquibancadas cobertas e lugares numerados com capacidade para quase 2 mil pessoas, totalizando 40% a mais de espaço do que em edições anteriores, também facilitaram o acesso aos espectadores.

        O presidente também ressalta as conquistas obtidas.

         “O reconhecimento da importância da Festa e do trabalho de todas as comissões durante estes 81 anos se fez presente através das homenagens na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em outubro; o Prêmio Líderes e Vencedores 2011, na categoria Expressão Cultural, em dezembro, entregue pela Federasul e Assembleia; e pela Sessão Solene na Câmara dos Deputados, em fevereiro.”

        A Festa Nacional da Uva 2012 teve patrocínio máster do Banrisul – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Bradesco e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, e patrocínio da Colombo, Cadence, Cielo, Eletrobrás, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Petrobrás, Randon, Marcopolo, TIM e Unimed Nordeste.






2. História

        A Festa da Uva remonta aos inícios da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Entre os primeiros imigrantes era hábito uma certa reverência à terra e à colheita, como elo de ligação entre as pessoas e como respeito pela dádiva do alimento. Em cada travessão, os primeiros núcleos de casas e plantações, realizavam-se comemorações por ocasião da colheita da uva e de outros produtos da terra. Com o crescimento da colônia, estas primeiras festas agrícolas dispersas foram fundidas em uma única, a Feira Agro-Industrial, realizada em 1881, que ocupou duas salas no edifício da Diretoria de Terras.         Outras edições ocorreram depois, em intervalos que variaram de dois a doze anos, utilizando outros espaços da então Vila de Caxias, como os salões do Clube Juvenil, do Recreio da Juventude e do Quartel Federal. A sétima edição, inaugurada em 13 de fevereiro de 1913, foi a primeira a incorporar participantes de outras cidades, como Guaporé, Antônio Prado e Bento Gonçalves. Também os objetivos da Feira mudaram algumas vezes: em 1898 foi realizada para angariar fundos para a construção da Catedral de Caxias do Sul, a de 1918 teve como motivo a visita do embaixador da Itália à região, e em cada novo festejo havia novidades nos itens expostos, passando a mostrar maquinário agrícola, ferramental e itens de uso doméstico produzidos na cidade, e outros elementos.
        Com essa crescente diversidade, Joaquim Pedro Lisboa sugeriu que se criasse uma festividade específica para os produtos que mais caracterizavam Caxias do Sul, a uva e o vinho. Desta forma, em 7 de março de 1931 foi inaugurada a primeira Festa da Uva na cidade. Tendo grande repercussão, foi repetida no ano seguinte, e saiu do interior de salões para ganhar as ruas, com desfiles de carros alegóricos e de grupos caracterizados. Em 1933 foi eleita a primeira Rainha, Adélia Eberle. Durante a Revolução de 30 e a II Guerra Mundial, a Festa da Uva foi interrompida, sendo retomada em 1950 por ocasião do 40º aniversário da cidade e dos 75 anos de Imigração Italiana no Brasil. Mas, neste retorno da Festa, a cidade já era outra, e, com suas ruas centrais pavimentadas, o setor metalmecânico caxiense já superava a própria produção vitivinícola local.
        A Festa da Uva de 1954 foi histórica, pois Getúlio Vargas foi à cidade especialmente para inaugurar o Monumento Nacional ao Imigrante, tendo cometido o famoso suicídio meses depois, em agosto, no Rio de Janeiro.
        Em meados da década de 1950 foi construído o primeiro pavilhão próprio para a Festa da Uva, com 5 mil metros, onde hoje está instalada a Prefeitura Municipal, para abrigar a constante ampliação no número de expositores. Em 1965 a Festa da Uva, com sua Feira Agro-Industrial, já era considerada o maior evento em seu gênero em toda a América do Sul, sendo visitada por mais de 300 mil pessoas.
        Em 1972, a festa foi marcada pela sua transmissão em todo Brasil pela inauguração das transmissões em cores no Brasil. Um novo local para a festa foi escolhido em 1974, sendo transferida para o chamado Parque Mário Bernardino Ramos, com uma área construída de 32 mil metros de estruturas metálicas para os expositores, 30 mil metros para estacionamento, e uma área verde em torno de 400 mil metros. Neste mesmo projeto foram incluídas a criação do museu temático da Casa de Pedra, a transferência do Museu Municipal para a antiga sede da Prefeitura, e a construção de um ginásio municipal, além de outras benfeitorias no entorno do parque. O novo complexo foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1975 na XIIIª edição da Festa da Uva. Em 1978 foi erguida ali uma pequena réplica da primeira colônia de Caxias do Sul, com um grupo de casas de madeira e uma igrejinha, animadas por um espetáculo de Som e Luz. Em 2004 também foi instalado no parque o Monumento Jesus Terceiro Milênio, de autoria de Bruno Segalla, e o Memorial Atelier Zambelli, dedicado à preservação do acervo remanescente da oficina da importante família de santeiros, escultores e decoradores da cidade.
        Com os anos a Festa da Uva perdeu seu caráter estritamente local, tornando-se uma comemoração regional, mas ainda que atualmente as seções de indústria e comércio tenham adquirido enorme relevo, ainda se preservam os elementos históricos ligados à uva e ao vinho, responsáveis pelos primeiros ciclos econômicos de Caxias do Sul.




3. Curiosidades

        A 12ª Festa da Uva, em 1972, se tornou um marco na história da televisão brasileira. No dia 19 de fevereiro daquele ano, a cerimônia de abertura do grande evento caxiense teve transmissão direta em cores.
        Pela primeira vez no Brasil, os poucos privilegiados que já possuíam receptores adequados puderem ver as cores das uvas, dos trajes típicos e dos carros alegóricos que desfilaram durante a tarde pelo centro de Caxias do Sul.
        Depois de quase dois anos de preparativos, o início da Festa da Uva foi o primeiro teste oficial da transmissão em cores, via Embratel, para todo o país. A geração das novas imagens coloridas ficou a cargo da TV Difusora, com a colaboração do caminhão de externas e da equipe técnica da TV Rio, além do apoio das demais emissoras do Estado - TV Gaúcha e TV Caxias, do grupo RBS, e TV Piratini, dos Diários Associados. O presidente Emílio Garrastazu Médici e o ministro das Comunicações, o caxiense Hygino Corsetti, foram os convidados de honra do começo das transmissões coloridas das tevês brasileiras. Num monitor instalado no palanque oficial, as autoridades podiam conferir as imagens que reproduziam todas as cores da Serra gaúcha.



Considerações Finais
        O evento, para que possa receber mais turistas, poderia contar com um sistema de credenciamento. Deste modo todos que já participaram da Festa da Uva poderiam receber um comunicado, um convite, para que retornem ao evento, vejam as fotos, recebam comunicados e notícias referentes à festa.
        A divulgação também poderia ser aperfeiçoada em função de atrair mais visitantes, não só para o dia do evento, mas também, para o local onde o mesmo ocorre; conhecer a cidade e sua história, e ao mesmo tempo aproveitar a Festa da Uva.

Evolução do Segmento de Eventos


A evolução da atividade de eventos ocorreu paralelamente ao próprio desenvolvimento da humanidade, que desde os seus mais primórdios tempos já se utilizava dos acontecimentos especiais, inicialmente sem um plano profissional, atendendo a necessidades intrínsecas de um determinado grupo.


Era Paleolítica Média
200.000 – 40.000 a.C
• Aperfeiçoamento de métodos de caça – outrora somente circunstancial;
• Animais de grande porte / ação coletiva
• Compartilhamento do alimento – O surgimento das festas encontrava sua retórica referencial


Terceiro Milênio –Suméria e
Mesopotâmia
• O comportamento alimentar mais uma vez demonstra sua função social, relacionada aos eventos, intensificando a organização de banquetes com rituais e protocolos.


No Antigo Egito
• De maneira semelhante, no Antigo Egito, o banquete era um importante ritual social, além do mero consumo da comida, abarcando a elegância da roupa, formas de condutas, cerimonial e todos os tipos de entretenimento teatral.
• Os acontecimentos fúnebres desenvolveram-se de forma eloquente. As pinturas nas paredes dos túmulos provam isso.


O mundo grego e romano
• As questões de sociabilidade buscavam diferenciar o homem civilizado dos bárbaros – uma horda selvagem inóspita que vivia absolutamente como animais.


As festividades na Grécia
• Rituais cívicos de importante valor para a governabilidade das pólis.
• Forte conotação de divindades – a grande maioria das celebrações iniciava-se por um sacrifício de  sangue, seguido de comida, bebida e entretenimento.
• Bebida especialmente valorizada – SYMPOSION – tipo de acontecimento que relaxava inibições e liberava a imaginação para preservar antigos meios de expressão poética e criar novas.


Jogos Olímpicos  - 776 a.C
• Acontecimentos especiais de quatro em quatro anos, com teor religioso e incentivador da Hospitalidade

Idade Média -> Cristianismo - festas religiosas, banquetes.


As Saturnálias
• Festas em Honra a Saturno, o Deus da Agricultura.
• Enalteciam Anseios, Esperanças e Folclore (tradições de uma comunidade)


Revolução Industrial
• As feiras comerciais ganham novo impulso –maior produção, maiores mercados.
• Feiras de Mostras – Uma região apresenta seu portfólio de produtos e atrações.
• A cidade ícone foi Leipzig, Alemanha.




Século XX – Turismo de EVENTOS
• Thomas Cook planejou uma viagem que levou milhares de pessoas para participarem da
Exposição Mundial de Londres, no Palácio de Cristal.
• A estrutura de ferro tinha 33 metros de altura, o que destruíu as noções
contemporâneas do Espaço. O bilhete de entrada correspondia a seis vezes o
salário semanal de um operário fabril. Atraiu 6 milhões de visitantes e estiveram
representados quarenta países.
• Teares mecânicos, grandes telescópios, prensas hidráulicas, maquinas em
movimento - testemunhas da capacidade inventiva do homem; mas também
diversas ferramentas para a agricultura e produtos para a família


• 1840 –  Primeiro Baile de Carnaval organizado em Salão;
• 1908 – Pavilhão de Feiras da Praia Vermelha – Exposição Nacional.
• 1922 – Exposição do Centenário da Independência – Porte Internacional;
• 1928 – Primeiro evento de Turismo – promovido pelo Touring Club do Brasil.



A partir de 1940 – boom hoteleiro;

• Em 1950 primeira versão do
Congresso da ABAV – incentivo no
investimento dos primeiros centros
de convenções.
• A percepção que a atividade não
parava de crescer começa a atrair a
curiosidade de profissionais de
outras carreiras.


O Prócer de Eventos no Brasil
• Pioneiro no investimento de grandes eventos – Feiras.
Criador de eventos de sucesso, construtor do parque Anhembi (SP), complexo de exposições de
50 hectares, ora em fase de expansão.
• Caio de Alcântara Machado, um visionário do setor.


AS ETAPAS DE ORGANIZAÇÃO DE UM EVENTO

Fase da Concepção - Nesta fase inicial, a idéia de reunião é incorporada por 
seus organizadores  no intuito de começar a dar forma a idéia, através de
várias atividades: reconhecimento das necessidades, elaboração de
alternativas para satisfazê-las, identificação dos objetivos específicos, coleta de
informações sobre os participantes, promotores etc.
Utilização da Pesquisa de Opinião para conhecer perfil do público participante

O planejamento em eventos irá apresentar todo o quadro do evento, desde sua
fase inicial até  ao pós-evento, englobando um cronograma de aplicação do
plano de ação


 - Pesquisa de Opinião – É a coleta de informações frente a um grupo de
pessoas que formarão o Universo da pesquisa. Este universo responderá a um
questionário estabelecido pela comissão organizadora com o intuito de
certificar-se do real interesse do público no evento ou até mesmo descobrir
quais são os latentes interesse do público para a realização de um evento
específico.
Muitos organizadores mencionam que não investem neste instrumento em
função dos elevados custos que as empresas especializadas cobram. De
maneira artesanal e objetiva, a própria comissão poderá aplicar o questionário
e analisar os resultados aferidos. Melhor uma pesquisa de pequena proporção
do que nada!

 - Pesquisa de Mercado – Visa a coleta de informações e dados através de
diversos mecanismos como jornais, revistas, livros, textos, etc.
Atualmente com a internet, este trabalho ficou facilitado com uma ampla rede
de consultas em um curto espaço de tempo.
Na última fase de um evento também nos utilizaremos desta ferramenta
através de uma pesquisa de opinião avaliativa .



Fase do Pré-Evento - Nesta etapa, os profissionais de diferentes formações,
com necessidades e interesses semelhantes, começam a executar atividades  do planejamento propriamente dito como: identificação de entidades físicas e jurídicas com interesses voltados para a
implementação do evento, detalhamento do projeto, detalhamento dos
aspectos administrativos, técnicos e econômicos, definição dos serviços à
serem contratados, detalhamento dos resultados desejados, detalhamento do
orçamento básico, elaboração do cronograma de ações, organização do fluxo
de informações e sua circulação.


Fase do Evento - Nesta etapa, procura-se ajustar os resultados desejados
aos desempenhos possíveis. O esforço de diversos profissionais começa a
se concretizar através da execução de todo o planejamento previamente
estipulado.

Fase do Pós-evento - Após o acontecimento do evento, os organizadores
devem analisar os resultados finais obtidos: Confrontação dos resultados
obtidos com os esperados e desejados.

Momento em que se faz a análise dos acertos e equívocos cometidos
durante a realização do evento. Esta avaliação deve ser feita através de reunião com a equipe
organizadora, opinião do cliente e pesquisa de opinião dos participantes















  • ATRATIVOS (MERCADO)
    Lazer
    Religioso
    Medicinal
    Ecoturismo
    Desportivo
    Cultural
    Negócios



    EVENTO
    Características:
    • Perecível
    • Não estocável
    • É de oportunidade



    RISCOS
    1. É um produto temporário
    2. Sujeito a adesão
    3. Precisa de investimentos
    4. Sujeito a intempéries de diversas ordens
    5. Precisa de uma estrutura que gere estímulo a
    participação.

    6. Fundamentalmente exige planejamento e organização

    7. Há necessidade de pessoal especializado nos mais diversos
    setores de trabalho

    9. Exige liderança em todos os momentos do
    planejamento e organização

    8. Envolve serviços de terceiros

    10. É um produto altamente especializado

    VANTAGENS
    1. É um grande gerador de benefícios para o núcleo receptor
    2. Impulsiona negócios no núcleo receptor, em todos os
    setores
    3. É uma atividade que favorece interesse para investidores,
    para pessoal especializado e até mesmo para outros setores
    da prestação de serviços que o núcleo possa apresentar
    4. É um grande gerador de divisas para o núcleo receptor
    5. É um grande gerador de fluxos de turistas para o núcleo receptor

    6. É um ambiente que discute cultura e portanto, favorável a
    qualquer núcleo receptor
    7. É um grande gerador de empregos fixos e temporários
    8. É um ambiente perfeito para aplicação da hospitalidade
    9. É um gerador de marketing espontâneo para o local se as
    atividades forem desenvolvidas com habilidade profissional
    10. É uma atividade que valoriza o ser humano na sua inteligência e
    cultura e portanto, todos desenvolvidos no trabalho e na
    receptividade local

    O EPICENTRO de Eventos é o agrupamento de
    pessoas reunidas em um determinado local,
    ambiente e horário, onde por meio de um
    planejamento metódico todos os participantes
    estarão sintonizados no mesmo interesse,
    com algo em comum, pelo menos naquele
    determinado período.



    SURGIMENTO DE UM EVENTO
    1. Captado (idéia solicitada)
    2. Gerado (projeto a ser vendido)
    3. Determinado (calendário de eventos)

    TIPOLOGIA DE EVENTOS
    Por Categoria
    Institucional – Visa criar e firmar o conceito e imagem da empresa, entidade,
    governo ou personalidade.
    Promocional – Visa a promoção de um produto ou serviço de uma empresa,
    governo, entidade ou personalidade, com fins mercadológicos explícitos.

  • Por Tipos:
    Reunião
    Este acontecimento é a célula de todos os demais eventos, não existe a possibilidade
    de planejarmos ou coordenarmos qualquer tipo de evento sem a implantação de
    continuidade de diversas reuniões até ao término dos trabalhos.
    Caracteriza-se pelo encontro entre duas ou mais pessoas, a fim de debater,
    apresentar, discutir tópicos relativos ao tema central escolhido.
    Cada vez mais habitual, a organização de reuniões corporativas externas visa obter
    maior rendimento e foco dos participantes.
    A maioria das reuniões de negócios exige a formalidade, com horário e local pré-
    determinado e geralmente utiliza-se de uma pauta – lista de assuntos a serem
    discutidos – que é divulgada com antecedência.
    Congresso
    Podem ser definidos como reuniões promovidas por entidades associativas, visando a
    debater assuntos que interessam a um determinado ramo profissional.
    Os congressos podem ser realizados em âmbito municipal, estadual, regional,
    nacional ou internacional.

    Convenções
    O termo convenção define-se como uma reunião de determinado grupo empresarial,
    com o intuito de maior integração, transmissão de novas diretrizes ou metas
    empresariais, ou até mesmo de reciclagem profissional
    Seminário
    Apresentação verbal de um tema proposto para um público conhecedor ou interessado
    no assunto, com uma certa linearidade de formação profissional.
    Além de estimular o raciocínio, propaga idéias, permitindo uma maior democratização
    do assunto.
    Conferência
    É caracterizado pela apresentação de um tema por um expositor de notório saber
    (denominado conferencista), que é colocado em destaque e durante um determinado
    período de tempo expõe seu amplo conhecimento. Ao final responde a perguntas
    formuladas pelo público
    Palestra
    Apresenta as mesmas características de uma conferência, sendo que o palestrante
    não necessita ser um grande especialista no assunto, apenas deverá dominar o
    mesmo.
    Mesa Redonda
    Tipo de acontecimento especial moldado em uma clássica reunião, conduzida por um
    moderador.
    As pessoas – em número de no máximo 10 pessoas –permanecem sentadas em
    semi-círculo ou em forma de U, onde debaterão temas polêmicos. Cada participante
    apresenta seu ponto de vista em torno do assunto em pauta, sendo-lhes destinado um
    tempo limite para suas exposições. Estas são controladas pelo moderador, que não irá
    permitir que a discussão fuja do tema central.
    Simpósio
    Tem como principal característica a participação de especialistas de grande renome.
    Destinado a divulgação de experiências, de novas tecnologias e de pesquisas para um
    grupo altamente especializado e interessado no assunto.
    Painel
    Também apresenta muitos itens similares a Mesa Redonda, sendo que permite uma
    exposição com um número menor de especialistas, máximo de quatro pessoas que
    irão apresentar suas visões sobre o tema pré-definido.
    Fórum
    É um tipo de reunião, com características menos técnicas cujo objetivo é estimular
    efetiva participação de um público expressivo, com intuito de formar opinião
    Jornada
    São reuniões de determinados grupos de profissionais realizadas periodicamente com
    o objetivo de discutir um ou mais assuntos que em geral não são discutidos em um
    congresso.
    Concentração
    Segue os mesmos moldes de uma jornada. Seu caráter, entretanto, é mais informal.
    Encontro
    Reunião de profissionais de uma mesma categoria, com o propósito de debater e
    expor temas polêmicos que, posteriormente, são apresentados por representantes dos
    grupos participantes.
    Não possui caráter oficial, nem procura implantar políticas de procedimento após as
    discussões

    Assembléia
    Reunião da qual participam delegações representativas de grupos, estados, países,
    etc.
    Sua característica principal é colocar em debate assuntos de grande interesse.
    O desenvolvimento dos trabalhos se dá por intermédio de uma ordem pré-
    estabelecida. As conclusões são submetidas a votação, transformando-se em
    recomendações da Assembléia.
    Plenária
    Mesmas características que uma assembléia, sendo que somente um assunto será
    abordado
    Feira
    É um evento aberto a um grande público, com finalidade de comercialização imediata
    de produtos e/ou serviços, além de propagação de novidades institucionais. Utiliza-se
    a estrutura de estandes

    Salão
    Evento orientado para a promoção institucional de uma marca, de uma empresa ou
    idéia.
    Sua meta é criar uma imagem corporativa de fácil assimilação pelo público. A venda
    não deve ser estimulada, também despertando a possibilidade de compra futura. Sua
    estrutura é menos grandiosa que uma Feira.
    Exposição
    Possui como objetivo a divulgação e informação. A princípio não tem como
    característica a venda, mas pode despertar o interesse de compra posteriormente.
    Mostra
    Semelhante ao conceito de exposição, de menor porte e com característica de ser
    itinerante, otimizando sua força de divulgação.
    Show
    É todo o encontro, baseado especialmente na demonstração artística em suas
    diversas facetas, principalmente a música. O momento do show é único e conta com a
    participação de uma grande gama de colaboradores por trás do backstage
    (bastidores).
    Brainstorming
    Ao traduzirmos ao pé da letra, iremos ter a seguinte definição: Tempestade de Idéias.
    Este evento nada mais é do uma reunião que visa estimular a comunicação de idéias
    por parte de um grupo previamente unido para este fim.
    A princípio, todas as idéias são aproveitadas, sem nenhum tipo de censura. Já na
    segunda etapa estas serão analisadas e avaliadas conforme suas potencialidades de
    aplicação.
    É importante o estabelecimento de um período de tempo limitado a realização desse
    tipo de evento para melhor aproveitamento de resultados

    Roda de Negócios
    Este tipo de evento tem-se popularizado no meio financeiro.
    Pode assumir ares de mesa-redonda, painel ou simpósio, mas seu objetivo será
    sempre de formalizar negócios, concretizar parcerias empresariais ou concluir uma
    negociação política-econômica.
    Sua estrutura compreende a participação de representantes comerciais com projetos e
    idéias ligadas ao seu negócio, fornecedores e distribuidores apresentam sua rede de
    distribuição etc.
    Tele-conferência ou Vídeo-conferência
    Um moderno meio de organizar uma conferência ou reunião, utilizando áudio e links
    de vídeo em tempo real por meio de uma linha de satélite alugada – DBS (Direct
    Broadcast Satellites) e de um espaço físico adequado, com tradução simultânea.
    ShowCasing
    Um novo tipo de evento lançado recentemente no Brasil, como uma opção às feiras, o
    showcasing insere o conceito de vitrine interativa.
    Os produtos ou serviços são expostos em vitrines fechadas e os visitantes não têm
    nenhum contato com os expositores. A comunicação acontece por meio de linhas
    telefônicas instaladas em cabines que diretamente quando acionadas são conectadas
    a uma central de informações.
    Leilão
    Evento que se utiliza da exposição de produtos que serão vendidos ao público, por
    intermédio de lances individuais, partindo de um valor mínimo determinado.
    Àquele que oferecer o maior lance será o contemplado com a peça.
    Lançamento de Pedra Fundamental
    Caracteriza-se como uma solenidade de que marca o início de uma construção,
    geralmente de grande porte.
    Em uma urna será armazenado vários documentos referentes a obra, jornais da
    época, objetos de referência da empresa, moedas da época, etc

    Inauguração
    Evento que tem como característica a apresentação ao seu público de novas
    construções e/ou instalações.
    Necessita de um cerimonial distinto, com descerramento de placa e desenlace ou
    corte de fita inaugural (no capítulo sobre Cerimonial abordaremos com maior
    profundidade este assunto).
    Visitas Empresariais
    Evento que tem como objetivo apresentar a empresa a um grupo específico em um
    determinado dia e horário. Todo um roteiro é traçado visando atender a curiosidade e
    o interesse dos participantes (ver case 2). Não deve ultrapassar mais que três horas.
    Demonstra como é todo processo de produção ou processo de trabalho, enfim
    apresenta o cotidiano da empresa, seus produtos, serviços e instalações.
    Manhã/Tarde/ Noite de Autógrafos
    Antigamente a grande maioria de lançamentos literários aconteciam à noite, por isso
    este tipo de evento foi nomeado como Noite de Autógrafos. Mas hoje em dia, também,
    é muito comum manhãs ou tardes de autógrafos, dependendo do público (crianças ou
    grupos da melhor idade).

    Vernissage
    Caracteriza-se por ser um evento demonstrativo, de lançamento inédito, ou seja , é a
    primeira vez que estará sendo exposto ao público.
    Geralmente precede uma exposição, como evento de abertura, inaugural. Pode ser
    individual ou coletivo, reunindo vários artistas.
    O termo Vernissage vem do idioma francês, e traduz-se em função de uma estória que
    os artistas boêmios franceses do século XIX, após terminarem algum trabalho artístico
    com uma demão de verniz, convidavam seus principais amigos para apreciarem a
    obra e degustarem uma taça de vinho.

    Desfile
    Este evento caracteriza-se pela apresentação de produtos, geralmente ligados a moda
    (vestuário, jóias, bolsas, sapatos e acessórios), utilizando-se de modelos ou
    manequins profissionais.
    Festival
    Como o próprio nome já diz, este evento caracteriza-se por uma festa de variedades
    demonstrando ao público uma gama de estilos ou apresentações variadas conforme o
    interesse deste grupo.
    As possibilidades de realização de um festival são inúmeras como os ligados a área
    gastronômica (festival italiano, português, árabe, etc.) a área musical (festival de jazz,
    festival da MPB, etc.), a área artística (festival de dança, festival do teatro, etc.), entre
    outros.
    Excursão
    Evento que reúne um grupo de pessoas, com o objetivo de viajarem, conhecerem
    novos lugares, novas culturas e acumularem novas experiências.
    Torneio
    Evento ligado diretamente a área esportiva, com regras estabelecidas, com intuito de
    competição entre mais de um participante, sendo o número de participações ilimitados.
    Concurso
    Também caracteriza-se pelo vínculo de competição entre os participantes, seguindo
    um regulamento específico elaborado para a ocasião. Não restringe-se a nenhuma
    área de interesse específica. Este regulamento deve ser conduzido e formatado por
    uma comissão técnica e especializada no assunto, além disso requer a participação de
    um júri para acompanhar o cumprimento das regras e avaliação dos melhores
    desempenhos. Dependendo da premiação requer autorização do Ministério da
    Fazenda.
    Campeonato
    Apresenta algumas semelhanças com o torneio, também utilizando um rigoroso
    regulamento. Distingui-se pelo seu critério de periodicidade e abrangência mais ampla
    que um torneio.
    Olimpíadas
    Nada mais é do que um conjunto de torneios e campeonatos, com regulamentos e
    cunho de competição e com uma maior amplitude de participação.
    Comício
    Evento destinado a princípio a candidatos a cargos eletivos, que irão expor suas
    plataformas políticas e programas que pretendem implantar durante seu mandato
    Passeata
    Evento que traduz a manifestação popular, através de um ato público, um passeio com
    cunho estritamente político de apoio ou protesto, diante de um fato ou decisão.
    Característica de ampla democracia, permitindo a participação de todos em um
    mesmo patamar.
    Sarau
    Tipo de acontecimento festivo realizado a tarde ou início da noite envolvendo
    concertos musicais, demonstrações artísticas ou literárias. Muito comum no século
    passado, este evento está rejuvenescendo e vem sendo promovido por escolas ou
    grêmios estudantis com intuito de incentivar novos talentos.
    Entrevista Coletiva
    Evento destinado a um público dirigido – a Imprensa – com o intuito de transmitir
    informações referentes a um determinado assunto ou acontecimento.
    Um ou pelo menos dois representantes da empresa, da comissão ou coordenação
    envolvida se colocam a disposição dos jornalistas convocados para apresentação de
    dados e maior detalhamento sobre o tema em questão
    Curso
    Evento com intuito educacional, informativo, que capacita o público participante sobre
    determinado assunto.
    Pode ser utilizado como mecanismo de formação ou até mesmo de reciclagem
    profissional.
    Workshop
    Este evento reunindo um determinado segmento de mercado,participa ativamente das
    discussões, após uma pequena exposição de um coordenador-central, especialista no
    assunto, que estimula a participação de todos em oficinas de trabalho, que têm como
    objetivo a produtividade e obtenção de novos conceitos e alternativas.
    Em resumo o participante vê como se faz e tem oportunidade de executar a tarefa,
    tornando a teoria em prática.

  • Happy Hour
    Evento de cunho predominantemente social, surgido no início dos anos 90, para
    atender aos executivos que, ao deixar o trabalho, reúnem-se para um drink durante a
    hora do rush.
    Gincana
    Evento que apresenta características de competição, cujos participantes devem
    realizar os cumprimentos de inúmeras tarefas elaboradas por uma equipe, que
    mesclam pedidos engraçados e alguns com um certo grau de dificuldade.
    Festas Temáticas
    Prática cada vez mais comum no Brasil, sendo um dos seus maiores exemplos o
    Carnaval, que durante, quatro dias ou mais, empolga o país. Recentemente esse
    evento de Momo foi eleito pelo site Fun Party , como a maior festa do mundo.
    Estudos de Caso
    Tipo de evento mais utilizado na área científica ou médica, onde um determinado caso
    é apresentado a um grupo de participantes e após a disseminação das informações, o
    grupo procura a solução mais adequada a ser implantada.
    Cerimônias Fúnebres
    Honras que se prestam em cerimônias de sepultamento. Mais usual quando o
    falecimento de personalidades.

    Assembléia
    Reuniões de representantes ou delegações de segmentos do mercado, que colocam
    em debate assuntos de grande interesse. O desenvolvimento dos trabalhos tem como
    peculiaridade a orientação das delegações para se posicionarem em lugares
    determinados. Há uma votação das conclusões abordadas e posteriormente
    transformadas em recomendações a serem seguidos por todo o grupo.
    Aula Magna
    Uma espécie de conferência, onde um renomado especialista é convidado para uma
    apresentação no meio acadêmico e/ou educacional. Requer um protocolo cuidadoso,
    pois tem como característica básica a formalidade.
    Aula Inaugural
    Possui as mesmas características da Aula Magna, só que não utiliza-se da
    formalidade, geralmente utilizada quando o início do ano ou semestre letivo.
    Debate
    Discussão realizada, entre, pelo menos dois oradores ou também chamados de
    debatedores, para defender um ponto de vista já pelo menos conhecido pelo público.





terça-feira, 9 de outubro de 2012

Agências

DISTRIBUIÇÃO
Sistema de distribuição - Direto e Indireto
  • Direto; Cliente -> Fornecedor
  • Indireto; Cliente -> Fornecedor Indireto (Agência de viagem; Operadora turística) -> Fornecedor Direto (Hotel; Cia. Aérea; Restaurante; Cruzeiros; Parques temáticos; Transportadoras terrestres)


Órgãos Normativos e Fiscalizadores

EMBRATUR

- Instituto Brasileiro de Turismo
  • Órgão vinculado ao Ministério do Turismo;
  • Regulamenta e fiscaliza as agências de turismo no Brasil; CADASTUR

BRAZTOA
- Associação Brasileira das Operadoras de Turismo 
  • Congrega operadoras de turismo, para sua divulgação e interesses em comum.

ABAV
- Associação Brasileira de Agentes de Viagens
  • Objetivo: agregar os agentes de viagens; finalidade: suporte jurídico e fiscalização das agências de viagens.

SNEA
- Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias
  • Responsável pela distribuição, controle, cobrança e demais funções atinentes a tarifas e bilhetes aéreos nacionais;
  • Permite o estoque de bilhetes domésticos. 

SINDETUR
- Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo
  • Fins de estudos, coordenação, proteção e representação legal;
  • Tem o intuito de colaborar com o poder público e as demais associações, buscando a solidariedade social e interesses nacionais.

AVIESP
- Associações das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo
  • Promoção, divulgação e aproximação das agências no mercado turístico

IATA
- International Air Transport Association
  • Representa o setor aéreo ao nível mundial;

Para as Empresas Aéreas
As Empresas Aéreas interligam suas redes
individuais num sistema de abrangência mundial
através da IATA, a despeito das diferenças de
idioma, moeda, legislação e hábitos.

Para os governos
Desenvolve padrões operacionais para o setor.
Representa também a fonte mais rica de
experiência acumulada e conhecimentos
específicos sobre a qual os governos podem se
apoiar. Em questões de segurança e eficiência do
transporte aéreo a IATA contribui com a política
estabelecida da maioria dos governos,permitindo
economizar grandes esforços e recursos que de
outra forma deveriam ser gastos em negociações
bilaterais, como por exemplo, tarifas. 

Para os terceiros
Funciona como um elo coletivo entre eles e as
Empresas Aéreas. Agentes de Viagem e Carga
podem representar comercialmente as Empresas
no mercado através da IATA e beneficiar-se da
neutralidade aplicada nos padrões de serviço às
agências e do nível de profissionalismo alcançado
na prestação desses serviços. 


TERMINOLOGIA TÉCNICA

Alfa
Bravo
Charlie
Delta
Eco
Fox
Golf
Hotel
Índia
Juliet
Kilo
Lima
Mike
November
Oscar
Papa
Quebec
Romeu
Sierra
Tango
Uniform
Victor
Xadrez (X-ray)
Yankee
Whisky
Zulu

Quarta - Q
Sábado - J
Os demais, primeira letra em inglês. 

JAN – janeiro
FEB - fevereiro
MAR - março
APR – abril
MAY – maio
JUN – junho
JUL – julho
AUG – agosto
SEP – setembro
OCT – outubro
NOV – novembro
DEC - dezembro






  1. A COMPARTIR: termo utilizado para indicar que um passageiro viajando sozinho está compartindo ou dividindo o quarto com outro passageiro.

  1. ACOMODAÇÃO (ACCOM): instalação em estabelecimento hoteleiro. Quando se refere a alojamento ou acomodação entende-se apenas a utilização do quarto ou aposento, sem inclusão de refeições.

  1. ADT – Adulto

  1. AIR PASS: passe aéreo vendido pelas Cias. Aéreas para vôos internos dentro do país receptor, podendo ser adquirido pelos estrangeiros em agências de viagens com tarifas especiais.

  1. ALL INCLUSIVE: sistema alimentício que inclui todas as refeições e bebidas no preço da diária com consumo ilimitado.

  1. ALTA ESTAÇÃO OU TEMPORADA: época de maior demanda em uma determinada região em função do período de férias, feriados ou eventos especiais.

  1. APARAMENTOS COMUNICANTES: apartamentos conjuntos e com ligação direta, não separados por porta de comunicação. Geralmente os quartos são separados por um corredor ou uma pequena sala de estar, mas constituem uma mesma unidade habitacional.

  1. APARTAMENTOS CONJUGADOS: são quartos de hotel localizados um ao lado do outro, geralmente com portas de comunicação.

  1. ARPT: abreviação de aeroporto.

  1. BANGALÔ (BGL): casa de construção “simples”, localizada em zonas de veraneio, que pode servir de alojamento. De origem hindu, costuma ser térrea, no campo ou à beira-mar.

  1. BLACK OFF: bloqueio de grupo com determinado prazo para se nominar, ou seja, confirmar os nomes corretos. Condição de reserva antecipada, total ou parcial em hotéis, Cias. Aéreas e demais serviços turísticos.

  1. BLOQUEIO: é o aluguel total ou parcial dos assentos de aeronave ou dos quartos de um meio de hospedagem feito por uma agência ou operadora sem ter efetivamente vendidos os lugares, somente com a promessa de venda.

  1. BOOKING: reserva, registro adiantado de certos serviços solicitados pelo turista ou um profissional da área de turismo.

  1. BY NIGHT: passeio no centro de diversões noturnas de um destino turístico. Pode representar também um evento específico como um luau na praia ou um show folclórico.

  1. BUDGET: tipo de hotel econômico no exterior.

  1. BUS LIST: lista de passageiros de um ônibus de turismo exigida pelo DNER (Departamento Nacional de Estrada de Rodagem), devendo constar nome completo e RG ou passaporte dos viajantes.

  1. CABANA:apartamento separado do corpo principal do hotel.

  1. CABINE: acomodação em navio ou trem.

  1. CAFÉ CONTINENTAL (CONTINENTAL BREAKFAST): café da manhã simples, servido em alguns países.

  1. CASH: pagamento à vista

  1. CHALÉ: habitação campestre de origem suíça, geralmente de madeira, que serve de alojamento em alguns meios de hospedagem.

      21. CHECK IN: apresentação do passageiro para usufruir algum serviço turístico.

22. CHECK OUT: saída do hóspede do hotel, no final do período contratado

  1. CIP (COMMERCIAL IMPORTANT PERSON): passageiro comercialmente importante.

  1. CHD - criança

  1. CITY TOUR: passeio pela cidade, com parada exploratória.

  1. CODE SHARING: Acordo entre as Cias. Aéreas para a operação conjunta de alguns trechos aéreos.

  1. COMISSÃO: remuneração de agência, operadora ou representante de um estabelecimento turístico pela venda de um serviço.

  1. CONTA CORRENTE: sistema que permite a compra de serviços turísticos em uma empresa prestadora de serviços turísticos por parte da pessoa jurídica.

  1. CORRENTISTA: cliente que se utiliza o sistema de conta corrente.

  1. CRUISE (CRUZEIRO MARÍTIMO): viagem turística realizada em navios fretados que fazem escalas nos portos constantes do roteiro, que permitem aos turistas uma rápida visitação da localidade.

  1. CSL: abreviação para designar casal.

  1. EARLY CHECK IN: entrada no hotel antes do horário de início da diária.

  1. ESTAÇÃO: local de parada ou terminal de meios de transporte ferroviário ou rodoviário. Pode também se referir à época ou período do ano – sazonalidade – alta ou baixa temporada.

  1. ESTADA: permanência do hóspede no meio de hospedagem.

  1. ESTADIA: permanência de veículos em um local: estacionamento ou garagem.

  1. DAY RATE: percentual de diária do hóspede que fica no hotel após o encerramento da diária (normalmente de 50%).

  1. DECK: andar ou nível do navio.

  1. DEPOSIT RESERVATION: depósito para garantia de uma reserva. Caso o hóspede não compareça, perde-se o direito à restituição.

  1. DETAX: é o imposto cobrado sobre compras no exterior com o direito de ressarcimento no aeroporto local ou pelo correio por intermédio da apresentação do recibo / comprovante de venda e o passaporte.

  1. DIÁRIA (DLY): valor cobrado pela hospedagem em um hotel durante o período inferior a 24 horas.

  1. DÓLAR TURISMO: cotação usada para cálculos de preços da parte terrestre de um pacote turístico e para a compra de Traveller’s Checks (cheques de viagem) pelo turista em viagem ao exterior.

  1. DOUBLE (DBL): acomodação para duas pessoas – apartamento duplo – pode ou não ser um quarto para casal.

  1. DOWNGRADE: transferência de uma classe superior de serviço para outra categoria inferior com reembolso ao cliente.

  1. EURAILPASS / EUROPASS: passes de trem para a Europa comercializados no Brasil.

  1. EXCHANGE: operação de conversão de valores expresso em moeda de um país pelo equivalente em moeda de outro.

  1. FAMTOUR (FAMILIARIZATION TOUR): viagem de familiarização e divulgação de um destino, promovido por uma operadora, Cia. Aérea, hotéis, para agentes de viagens e funcionários ligados ao trade (setor turístico).

  1.  FARE: tarifa, preço, valor.

  1. FLY AND DRIVE: pacote turístico que inclui somente a passagem aérea, a hospedagem e a locação de veículo.

  1. FORFAIT (FIT – FOR INDEPENDENT TOUR): viagem planejada e cotizada para atender aos desejos e necessidades de um cliente ou um grupo específico de passageiros.

  1. FULL FARE: tarifa integral ou cheia (sem desconto).

  1. INCLUSIVE TOUR: termo internacionalmente usado para a viagem com tudo incluído, organizada por uma operadora de turismo que planeja todos os detalhes (itinerário, hotéis, alimentação, meio de transporte, passeios, etc) com preço pré-estabelecido.
.
  1. INF - criança de colo

  1. INVOICE: pagamento de algum serviço turístico por uma agência de turismo através de fatura.

      51. LATE CHECK IN: expressão que indica a necessidade do hóspede se apresentar no hotel, muito além do horário de início da diária, é sempre necessário avisar o Hotel sobre este fato.

52. LATE CHECK OUT: expressão que indica a necessidade do hóspede sair do Hotel, após o término previsto da diária.

53. MEIA PENSÃO (MAP – MODIFIED AMERICAN PLAN): café da manhã e mais uma refeição diária (almoço ou jantar).

  1. NO SHOW: não comparecimento do passageiro sem aviso prévio para usofruto de algum serviço turístico.

  1. NOTA DE DÉBITO: aviso prévio de débito a ser emitido pela agência de viagens para comunicar ao cliente lançamentos de débito em sua conta corrente.

  1. OFF SEASON (FORA DA ESTAÇÃO): baixa temporada, período de pouca procura ou fluxo de visitantes em uma determinada região.

  1. ON SEASON (NA ESTAÇÃO): alta temporada. Período de maior fluxo de turistas ou visitantes em certa localidade.

  1. OPINÁRIO: formulário de investigação da qualidade dos serviços turísticos utilizados em um equipamento ou uma viagem turística completa.

  1. OVERBOOKING: reservas efetuadas em número superior à capacidade de atendimento em um meio de transporte ou de hospedagem.

      58. PACKAGE TOUR (PACOTE TURÍSTICO): plano de viagem, onde o produto é      comercializado de forma organizada, incluindo o transporte, traslados, hospedagem passeios, etc.

59. PAX: abreviação de passageiro.

60. PEAK SEASON: pico da alta estação. Época de maior afluência de turistas em uma determinada destinação na alta temporada.

61. PENSÃO COMPLETA (FAP – FULL AMERICAN PLAN): plano que inclui café da manhã, almoço e jantar, com exceção de bebidas.

62. POOL: grupo de empresas em parceria para realização de um serviço comum, por exemplo: fretar um avião, organizar um roteiro específico, bloquear determinado hotel. Este acordo tem como principal finalidade evitar a capacidade duplicada nos mesmos trechos, estabelecendo horários equilibrados, eliminação de concorrência direta com realização de propaganda conjunta, redução de custos, maior capacidade de atendimento a demanda e operação mais econômica.

       63. PRAZO (DEAD LINE): prazo para o pagamento ou cancelamento da reserva.

64. PREÇO NETO: preço não comissionado.

      65. ROOMING LIST: relação de passageiros organizada de acordo com as acomodações que serão utilizadas no hotel.

      66. ROOMING NIGHT: pernoite

67. SHORE EXCURSION: excursão (passeio de menos de 24 horas) realizada quando os cruzeiros marítimos estão parados no porto. É um city tour ou sightseeing em terra durante a realização da viagem de navio.

68. SIGHTSEEING: excursão urbana e geral que possibilita uma visão panorâmica do local.

69. SINGLE (SGL): acomodação para uma única pessoa.

70. STAND BY: situação de espera, aguardando confirmação para embarque.

71. STANDARD (STD): expressão que traduz o tipo mais comum – padrão de acomodação nos hotéis.

72. SUITE (STE): categoria de apartamento na hotelaria que inclui sala, quarto e banheiro.

73. TARIFA ACORDO: acordo comercial entre agência de turismo e seus fornecedores, com tarifas mais baixas, ou com o comissionamento maior.

74. TARIFA BALCÃO: preço sem nenhum tipo de desconto, comprado direto no local de embarque ao na recepção de um hotel.

75. TARIFA CHEIA: tarifa integral, sem descontos. Equivale aa tarifa balcão.

76. TARIFA COMERCIAL: tarifa praticada pelo hotel com empresas e hóspedes freqüentes.

77. TARIFA PROMOCIONAL: valor cobrado abaixo da tarifa regular, com porcentagens de desconto, dependendo da disponibilidade de assentos, período e destino, a fim de estimular o tráfego.

78. TIME SHARING: tempo compartilhado. Sistema de co-utilização imobiliária através do qual o usuário compra o direito à hospedagem por uma semana ao ano em um determinado empreendimento de hospedagem, geralmente resorts de luxo.

79. TIME TABLE: quadro de horários de meios de transportes.

80. Tour - Normalmente é a combinação de city tour + sightseeing, transformando-se num passeio completo.

81. Trade - conjunto de profissionais de uma mesma atividade. Costumamos nos referir ao setor do Turismo como "O Trade Turístico".

82. TRANSATLÂNTICO: o mesmo que cruzeiro marítimo – considerado como um “resort flutuante, pois se trata de um hotel luxuoso em alto mar- meio de hospedagem, transporte e entretenimento simultaneamente.

83. TRASLADO / TRANSFER (TRF): serviço de assistência e transporte do passageiro desde o terminal de transporte até o local de hospedagem e vice – versa.

     84. TRANSFER IN / TRASLADO DE CHEGADA

     85. TRANSFER OUT / TRASLADO DE SAÍDA

86.                  TRAVELLER CHECK: cheque de viagem que pode ser adquirido em qualquer casa de câmbio do país, mediante a apresentação de passaporte (e também em alguns bancos). Forma de pagamento em viagens internacionais. Possui a grande vantagem de reembolso em caso de perda ou roubo, mas não é aceito em todos os lugares.

87.  TRIPLO (TPL): acomodação para três pessoas no mesmo quarto.

88. TWIN: designa apartamento com camas separadas, ex: DBL TWIN (duplo com duas camas separadas).

89. UNIDADE HABITACIONAL (UH): quarto, aposento de um meio de hospedagem,

90. UPGRADE: transferência de uma classe inferior de serviço para outra categoria superior sem pagamento de taxa adicional.

91. VIAGEM DE INCENTIVO: programa de viagem realizado para funcionários de empresas comerciais ou industriais, por vezes para os clientes das mesmas, com o propósito de estimular o aumento da produtividade e especialmente de vendas. Viagem
           de premiação aos empregados em concursos ou competições com tudo incluso e
geralmente com direito à acompanhante.

92. VIP (VERY IMPORTANTE PERSON): pessoa considerada muito importante, que deve receber atendimento diferenciado.

93. VISTO (VISA): documento oficial emitido através da Embaixada Governamental ou Consulado de um país estrangeiro, autorizando a entrada no mesmo com o objetivo de realização de uma viagem ou a permanência como não cidadão.

94. VÔO DE LINHA OU REGULAR: vôo cujo horário e freqüência é publicado em catálogos.

95. VOUCHER: cupom ou ordem de serviços turísticos, emitido pela agência, a operadora ou o representante legal e que mediante a sua apresentação ao fornecedor, o passageiro tem o direito de receber o (s) serviço (s) que nele figuram explicitamente.

Deve ser emitido dentro de uma seqüência estabelecida pelo itinerário de viagem. Nunca emitir em aberto, sempre deve ser datado e com os serviços especificados. Não possui um padrão, podendo variar a sua apresentação gráfica a critério de cada empresa.

96. WHOLE SALER: agência de viagens e turismo que vende por atacado (operadora de turismo).


AVIAÇÃO COMERCIAL
1. Alfândega - setor dos aeroportos que controla a entrada de cidadãos naquele país e mercadorias estrangeiras trazidas por eles.

2. Boarding Pass - cartão que autoriza o embarque do passageiro na aeronave.

3. BSP - Bank Settlement Plan - é um tipo de bilhete único, que permite emissão das Cias. Aéreas associadas ao sistema.

4. Cabotagem - trecho doméstico de um vôo internacional.
Ex.: RIO / CWB / MVD / BUE - o trecho RIO / CWB é de cabotagem.

5. Charter Fare - tarifa aérea válida para fretamentos de aeronaves.

6. Code Share - operação compartilhada entre duas ou mais empresas aéreas; assim, desenvolvem um esquema de vôos, no qual sejam racionalizadas as operações, nos horários de maior movimento e também com uma malha aérea mais prática para as participantes.

7. Duty Free - lojas situadas nos aeroportos e navios de cruzeiros que vendem mercadorias livres da cobrança de impostos.

8. Endosso - autorização da Cia. Aérea permitindo que o passageiro embarque num vôo em condições especiais e diferentes das anotadas no seu bilhete de passagem. Ex.: antecipação do horário do vôo.

9. Flight Schedule - quadro de aviso dos horários dos vôos.

10. IATA - International Air Transport Association - Associação Internacional de Transporte Aéreo, que é o órgão máximo da aviação civil mundial.

11. Off Line - Trecho emitido no bilhete de uma empresa aérea, mas voado por outra.
Ex.: RIO /ZRH / STO / FRA / RIO - trechos emitidos no bilhete da Varig
Os trechos RIO / ZRH e FRA / RIO são trechos em vôo Varig, são On Line.
Já os trechos ZRH / STO / FRA são voados com a Swissair, portanto são Off Line.

12. On Line - todo o trecho de uma viagem voado pela mesma empresa aérea.
Ex.: RIO / BCN / MAD / RIO - voando Ibéria

13. Overbooking - Excesso de lotação. As empresas aéreas são autorizadas legalmente a vender até 20% a mais de sua ocupação, a fim de evitar prejuízos por cancelamentos por parte dos passageiros.

14. Routing - diagrama dos percursos aéreos que permitem o cálculo da tarifa.

15. Stand by Fare - passagem aérea a preço mais baixo que o normal, com a condição de que não podem ser feitas reservas; a viagem fica sujeita à disponibilidade de assentos até a hora da decolagem do avião.

16. Stopover - parada voluntária solicitada pelo passageiro.

17. Stop Privileges - plano pelo qual as linhas aéreas permitem paradas em cidades intermediárias entre a origem e o destino extremo, sem custo extra para o passageiro.

18. Surface - trecho da viagem executado por via não aérea. Vem anotado no bilhete.
Ex: BHZ / SSA // FOR / BHZ - o trecho compreendido entre SSA e FOR não é voado e vem sinalizado por duas barras (//).

19. Void - cancelado.

TIPOS DE PACOTES

Excursão - Data definida, nº mínimo de pax, não pode haver alteração de serviços por parte do pax, roteiro padrão.
Regular - pax escolhe a data e a categoria htl, disbonibilidade de vôos conforme a orferta da cia aerea. 
Forfait - pacote feito sob medida para o pax, conforme suas necessidades.
Fly & Drive - aereo + htl + locação de veículo
Parte Terrestre - transporte terrestre, passeios, htl. 


CITY TOUR - Parada de visitação aos principais pontos de interesse. Dia inteiro ou meio dia, a pé. 
CITY BY NIGH - Visitação a noite da cidade, jantar, coquetel. 
SIGHTSEEING - excursão urbana e geral/ visão panorâmica do local.
PASSEIOS TEMATICOS - passeios focados em aspectos específicos no NR.  (terror, casa dos famosos)