terça-feira, 22 de maio de 2012

Sociologia do Lazer

Evolução do Turismo de Lazer
Turismo pré-moderno na Europa 
-> Viagens aristocratas; estilo de vida da corte do antigo regime. Roteiro pré estabelecido a partir do séc XVI até a Revolução Francesa.

Grand-tour - viagens culturais de jovens da aristocracia. Meados do séc XVIII - filhos de famílias ricas de profissionais liberais. 
Final séc XVII - roteiro do Grand-tour; França, Itália, Alemanha, Suíça e países baixos.

-> melhoria das estradas - carruagens.
-> Travessias regulares do canal da mancha; serviços para turismo e guias impressos.
-> desenvolvimento das cidades.
-> formação de uma nova classe média.
-> abertura de novas rotas.

Meados séc XIX ao início séc XX - Turismo moderno como negócio; novos hábitos, tipos de viagens, empresas turísticas. 

 Base do Turismo Moderno
-> Grandes transformações; termalismo, cassinismo, paisagismo, montanhismo.
Pioneiros - grandes eventos; Thomas Cook (pai do turismo moderno -1840); Agências (Abreu) + Traveler Checks + American Express. 

Assistência ao turista - viagens abertas ao público. 
Séc XIX: trens de luxo, cruzeiros marítimos; hotelaria de luxo - C. Ritz 1850 -1918 (infra-estrutura hoteleira de de transporte)
Guias de viagem após metade do séc XIX

Séc XX 
-> avião, tecnologia
-> rotas para o pacífico, oriente.
-> desenvolvimento dos meios de hospedagem
-> formação do turismo de massa
-> 1ª e 2ª Guerra; momentos de interrupção do turismo; período pós guerra tem intensa procura do mercado de massa. 
-> sociedade de produção e consumo que usa o tempo livre como mercadoria. 
-> excursão de lazer, caráter industrial.
-> lazer se torna uma mercadoria.

Lazer

Conjunto de atividades evidentemente escolhidas pelos indivíduos após cumprirem suas obrigações profissionais e familiares e seus compromissos sociais. Seja para descansar, se divertir ou desenvolvimento social. (Teoria dos 3 D's, de Dumazedier

Séx XIX (1900 - 1950) -> lazer midiático, romances, folhetins, jornais, rádio e cinema. 
Após 1950 -> TV, videogame e internet.

Lazer Moderno
Doméstico/midiático (40%)
Atividades físicas/doméstico sem mídia (40%)
Extra doméstico (20%)

Lazer no Brasil

Época colonial - viajantes estrangeiros, naturalistas e cientistas; fauna e flora.
Início Séc XIX - Brasil se torna a sede da corte portuguesa - 1808 -> transferência de uma aristocracia com novos hábitos (não haverá estrutura turística ou de hospedagem)

Transferência da Família Real
- trouxe consigo, em 1808;
• Museu Real
• Jardim Botânico
• Biblioteca Nacional (1810)
• Observatório Astronômico (1827 - 29)
• Arqueiro Nacional


1840 -> Carnaval veneziano (festa de salão para a aristocracia); carnaval popular nas ruas, conhecido como Intrudo. 

1850 -> fim do tráfego negreiro
-> introdução de uma mão de obra estrangeira
-> Lei do Ventre Livre
-> Inauguração de uma linha regular da Bahia para o Rio de Janeiro (viagem de 8 dias)
-> Casamento D. Pedro II com uma italiana, traz a cultura da Itália ao Brasil. (festas, música)
-> desfiles de carros alegóricos (introduzido pela burguesia)

1870 -> Rancho (feito pelos baianos que moravam no RJ e eram desempregados.)
-> Iluminação a gás faz surgir cafés, restaurantes, confeitarias.
-> novos hábitos de consumo
-> diferenciação de classes pela vestimenta

1888 -> Fim da escravidão. 

1889 -> Proclamação da República
-> epidemias
-> revolta da vacina
-> reforma no centro do RJ
-> construção do Túnel Velho, ligando o centro do RJ com a Zona Sul (praias).

1897 -> Academia Brasileira de Letras 

1912 -> Bondinho do Pão de Açucar
-> RJ emerge como destino para viajantes.
-> Estrutura hoteleira (Copacabana Palace)
-> Restaurantes; usavam desde 1800 o método de subscrição; pagava uma mensalidade fixa ao restaurante e tinha direito a comer uma vez por semana. Em 1816, os restaurantes foram abertos ao público.

São Paulo
-> Mudanças de hábitos com a introdução da Faculdade de Direito (estudantes)
-> Hotéis; surgem ao final do séc XIX, junto com os restaurantes que eram locais mal falados. 1920 - Organização do setor de restaurantes. Deixam de ser locais mal falados e passam a ser usados por todos. 
-> criação da União dos proletários de hotéis, restaurantes, bares; futuro sindicato. 
-> Primeiras companhias de transporte aéreo: VARIG e Cruzeiro do Sul.
Panair (1930); Sadia (1950); TAM (1961).

Em 1936 há a inauguração do aeroporto de Congonhas e Stos. Dumont. 
-> Automóveis começam a operar. O primeiro foi um Peugeot introduzido por Santos Dumont em 1891. 
-> Leis Trabalhistas. 


segunda-feira, 21 de maio de 2012

História e Patrimônio Cultural - Brasil


O que é Nação?
Nação é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.

Nação Brasileira

A preocupação, de tentar construir uma identidade brasileira, começou no século XX, pois no século XIX, grande parte da população não era considerada oficialmente como brasileira. A partir 1930, os órgãos governamentais começaram a introduzir elementos na nossa cultura, como por exemplo: o futebol, o carnaval, a feijoada, etc.
Nesse período, na primeira metade do século XX, foi construída a imagem do brasileiro. Um povo cordial, bem-humorado, alegre e não racista. Porém, é válido ressaltar que os órgãos governamentais tentavam introduzir uma identidade, mas ela só foi aceita porque o povo se identificava com ela.
A identidade brasileira demonstra os vários povos que constituíram a demografia do Brasil: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. A nossa realidade cultural é fruto de uma mistura de elementos de quase todos os grupos étnicos do mundo.

O Brasil crioulo nasceu nos engenhos nordestinos. Primeiramente vamosentender esse sistema. O funcionamento e a instalação de um engenho de açúcardemandava grandes investimentos, assemelhando-se a uma fábrica tanto pelos processosindustriais que realizava quanto pela necessidade de gerência de mão-de-obra. Alémdisso, demandava uma especialização de funções. Foi a economia do açúcar que nosinseriu no mercado mundial.


Brasil Crioulo
O Brasil crioulo nasceu nos engenhos nordestinos; não havia espaço para o negro se estruturar como família e este, mesmo quando livre, continuava a depender do sistema. Isso gerava uma pressão conformadora tremenda, pois não havia espaço para uma reforma estrutural na sociedade.
Segundo Darcy Ribeiro; Na vida do açúcar, o trabalhador rural não tinha nenhuma perspectiva de possuir terras, eles buscavam apenas uma melhora na sua condição devida; diferente do sistema feudal, que se caracterizava pela auto-suficiência, em que o senhor queria zelar pela sobrevivência do feudo. A função do povo era a de sobreviver de acordo com a sua concepção de vida.
O negro se assemelhava a um trabalhador de fábrica, cuja função era gerar lucro.
Nos engenhos, surgiam populações dedicadas ao cultivo de outras atividades. Esses produtos eram vendidos nas feiras. Essas atividades eram a pesca, lavouras de tabaco, que era a principal moeda de troca por escravos, granjas etc.
O fato de o senhor de engenho residir no local, ou seja, na casa grande, estreitou o relacionamento entre eles e os negros. Muitos destes iam trabalhar dentro da casa, como mucamas ou serviçais e eram diferenciados dos escravos do eito. Isso fez surgir um patrimônio de costumes, usos, atitudes comuns entre senhores e escravos, que se transmitia entre as gerações.
Uma dificuldade enfrentada pelo sistema açucareiro foi a resistência do negro, o que gerou revoltas como a de Palmares, fundada em moldes culturais neobrasileiros com modos e língua iguais à área crioula. Outra revolta foi a de Pernambuco em 1817, incentivada pela Revolução Francesa. A abolição da escravatura iria possibilitar apenas ao negro a integração social através do regime de agregação e incentivou a integração das etnia.


Brasil Sertanejo
A economia sertaneja surgiu como dependente da açucareira, pela pastagem de gado introduzido no Brasil pelos portugueses e trazidos de Cabo Verde. O vaqueiro tinha um relacionamento com o seu senhor dotado de muito mais respeito mútuo e dignidade, e recebia seu salário em reses (animal quadrúpede que se abate para a alimentação do homem) e em sal.
Esse sistema, com o tempo, recebeu muitos mestiços que não tinham lugar no sistema açucareiro, que não permitia muitos intermediários no processo de produção de açúcar, com a esperança de um dia se tornarem criadores. Isso tornou dispensável a massa escrava. Com a expansão dessa atividade, nasceram as estradas, vilas e feiras de gado. Os mais pobres se dedicaram aos pastos de bode. O sistema passou a não absorver a massa de trabalho disponível com o crescimento do número de vaqueiros na fazenda. As populações excedentes se dedicavam a atividades extrativistas como a extração da carnaúba, da cera, e da palha
Descobriu-se o cultivo do mocó, que passou a ser cultivado por muitos por todo o nordeste sertanejo. No interior o sertanejo se dedica ao garimpo de minerais e pedras semi-preciosas. Os sertanejos que escaparam do domínio de seus senhores, formaram frentes de exploração à Amazônia para explorar as drogas de mata e o coco babaçu.
O povo sertanejo é marcado na sua religiosidade pelo fatalismo messiânico, como na guerra de Canudos e no cangaço, pela sua rusticidade e brabeza. Eles se mostram como um povo isolado e rústico, porém, esse isolamento vem se quebrando com o contato com outra gente pelas estradas e com os cinemas das vilas. Com o contato de alguns sertanejos com os centros urbanos, criaram-se as ligas camponesas e os sindicatos rurais.O povo sertanejo viveu sempre com a ameaça de seca e em absoluta miséria, o que exigiu do governo medidas de socorro e amparo.


Brasil Sulista
A sua principal característica é a heterogeneidade cultural. São eles:
1) os lavradores matutos de origem açoriana que ocupa a faixa litorânea do Paraná para o sul;
2) os gaúchos da zona de campos da fronteira rio-platense e bolsões pastoris de SC e PR;
3) os gringos descendentes de imigrantes que ocupam uma faixa central avançando sobre as outras.

O sul surge graças às missões espanholas, de inspiração antigentílica. A criação do Brasil Sulino se deu primeiro com a criação das missões e depois com a incorporação daqueles que nela viveram à exploração mercantil das vacarias.
O adjetivo "caipira" é geralmente empregado de forma jocosa por uma grande parcela da população. Ser caipira muitas vezes é ser confundido como tolo, sem jeito, inocente, inadequado ou simplesmente sem cultura ou pouco inteligente.
O sudeste era considerado a periferia; Em São Paulo falava-se até um linguajar particular, a Língua Geral, que nada mais era do que a mistura do português com a variante do idioma dos índios.
Na região Sudeste, mais precisamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e norte do Paraná, eram uma região muito pobre e as pessoas viviam de forma muito precária, parecido com o modo de vida dos índios da região.
Os índios foram integrados à sociedade paulista para serem combatentes em batalhas, já que o povo paulista era muito batalhador, como não havia engenhos, eles tinham que conquistar riquezas de outras maneiras, uma delas era com a guerra. Como a população feminina portuguesa era insuficiente, foi bastante comum o cruzamento entre portugueses e as índias, o que originaram os mamelucos e esses posteriormente os caipiras, que nada mais é, que a mistura entre o português e o índio muitas gerações depois.
São Paulo surgiu com uma configuração histórico-cultural de povo novo.
A região Sudeste permaneceu pobre até a descoberta de ouro e de diamantes, principalmente em Minas. Com isso a região ficou super valorizada e uma migração em massa aconteceu na região com pessoas vindas do país todo e de Portugal, consequentemente a região transformou-se na área mais densamente povoada das Américas. Os mineiros a se vestir conforme a moda européia, faziam arquitetura e pintura da mais alta qualidade, criando o barroco brasileiro, leitura lírica e até política libertária.
Com a decadência do ouro, toda a área submerge numa economia de pobreza, com a regressão cultural resultantes. Antigos mineradores e negociantes se transformam em fazendeiros; artesãos e empregados se fazem posseiros; citadinos ruralizados espalham-se pelos matos, fazem-se roceiros de lavouras de subsistência, criadores de gado, cavalos, burros e porcos.
Com isso nasce a cultura brasileira rústica, que se fala a língua portuguesa com influência indígena.
A vida rural caipira o condiciona a um horizonte culturalmente limitado de aspirações, que faz parecer desambicioso e imprevidente.
O caipira não cresceu com a sociedade capitalista, ele preservou sua cultura e princípios. Eram donos de pequenas propriedades e nunca muito distantes de outros moradores, foi assim que muitas vilas apareceram.
Com a valorização das terras, os caipiras aos poucos foram perdendo a propriedade das mesmas para os grandes fazendeiros, sendo assim, eles tiveram duas opções: trabalhar para os grandes proprietários ou então virarem meeiro ou arrendador.
Não foram poucos que viraram reféns dessa técnica dos donos de grandes propriedades e por anos e anos muitos caipiras viviam nessas condições, trabalhavam em terras alheias e pagavam uma espécie de talha.

domingo, 20 de maio de 2012

Teoria Geral e Técnicas do Turismo

Turismo: Periodo menor que um ano com a afinidade de lazer ou negócios para um lugar diferente do entorno habitual.

Entorno Habitual: área que circunda a residência do indivíduo, mais todos aqueles lugares que visita frequentemente.

Agentes Econômicos do Turismo - São considerados agentes econômicos do turismo: os turistas, os excursionistas, as empresas turísticas e os estabelecimentos turísticos (hospedagem, alimentação, serviços).


Viajante: Qualquer pessoa que viaja a um lugar que não seja o seu meio habitual.

Turista: Permanece um mínimo de 24hrs e máximo de 1 ano.

Excurcionista: Não faz pernoite.

Não Turistas: diplomatas, cônsuls, forças armadas, refugiados, passageiro de conexão de vôo, nômades, imigrante permanente (com documentação), imigrante temporário, funcionário de fronteira.


Turista Internacional - É a pessoa residente no país, independente de sua nacionalidade, que se translada a outro(s) país(es), por diferentes motivos que não sejam o de exercer atividades remunerada ou fixar residência e cuja visita seja por período inferior a um ano.

Turista Nacional - É a pessoal residente no país, independente de sua nacionalidade, que se desloca a um lugar dentro do país, distante do seu local de residência permanente, por mais de 24 horas, realizando pelo menos um pernoite, e que não exerce, no lugar visitado, qualquer atividade remunerada.


Finalidades do Turismo

Lazer e Recreação: eventos culturais, saúde/esportes ativos, outras finalidades de férias e lazer.

Negócios e Profissional: reuniões, viagens de incentivo, negócios.

Outras Finalidades: Estudos, tratamento de saúde.

Turismo do Percurso do Tempo

Europa - unifica a moeda -> comunicação geral (grego e romano) 

Grand Tour - jovens burgueses viajavam para aprender sobre o mundo. 

Revolução Industrial -> ferrovias, navios. Traz fatores positivos ao turismo; melhora/facilita o meio de locomoção. 

Thomas Cook - pai do turismo. 

Oferta Turística

Oferta Turística ou Produto Turístico: Tudo o que compõe o universo turístico. O que o mercado oferece a determinado preço. 
É o conjunto de bens e serviços turísticos, atrações, acessos e facilidades colocados no mercado, à disposição de visitantes e turistas, em conjunto ou individualmente, visando atender suas necessidades, solicitações ou desejos.

- Oferta Diferencial: Aquilo que o lugar tem de diferente dos outros lugares. As atrações únicas daquele lugar. (Cristo - RJ, MASP - SP)
- Oferta Técnica: infra-estrutura e super-estrutura. Aquilo que o lugar oferece para suporte a estadia do turista, locomoção, alimentação etc. (Estradas, centros de informação, taxi)

Pólo Turístico - É o conjunto de atividades turísticas matrizes que criam efeitos atrativos sobre outros conjuntos definidos no espaço econômico e geográfico. Tal conjunto de atividades turísticas são capazes de aumentar o produto, modificar as estruturas e favorecer o processo econômico em um espaço determinado.


Recursos: Facilidade de acesso, instalações e equipamentos.

Recursos Turísticos Naturais - São os recursos que estão distribuídos no espaço geográfico e que constituem aquilo que se convencionou chamar paisagem, identificados ou qualificados como de valor e/ou de interesse para uso turístico.

Recursos Turísticos Culturais - São os recursos que resultam do desenvolvimento das atividades humanas e compreendem o conjunto de manifestações culturais, materiais ou espirituais de um local, região ou país, identificados ou qualificados como de valor e ou de interesse para uso turístico.

Atrativos Turísticos

-> É todo lugar, objeto, equipamento ou acontecimento de interesse para o turismo. 

Atuais/Reais: Pronto para ser consumido. 
Potenciais: Não há acesso, estrutura. (Cachoeiras) 
Básicos: Atrair e fixar a demanda. 
Complementares: Contribuem na diversificação das atividades dos turistas que se encontram na região. 

Naturais (não sofre interferência humana) 
Históricos culturais (museus, sítios arqueológicos)
Manifestações e usos tradicionais e populares (festas religiosas, artesanato)
Realizações técnicas e científicas (indústrias, exploração agropecuária, centros científicos)
Acontecimentos programados (eventos)

Tipologia do Turismo

Tipos de consumidores; 
- Individual de Massa: Vai com a agência, mas quer fazer seu próprio roteiro. 
- Organizado de Massa: Vai com a agência, mas não explora a cultura do lugar. Frequenta fastfood.  
- Explorador: Faz a sua própria viagem; quer boa estrutura, hotéis de luxo; procura conhecer a cultura do local.
- Andarílho: Faz sua própria viagem; quer estar em contato com a natureza, arma barracas, acampa; se interessa pela cultura do local. 

Motivações:
-> questões econômicas
-> preferências pessoais
-> o que a cidade oferece

Turismo Aventura - Programas com conotação de desafio, expedições acidentadas, na maioria das vezes para adultos, envolvendo viagens arrojadas e imprevistos. Atividades: Escaladas, Espeleologia, Jeep Safaris, Etc.

Turismo de Bem-estar - Programas elaborados para aperfeiçoar ou equilibrar as condições físicas ou espirituais de um indivíduo ou grupo de pessoas. Atividades: Yoga, workshops, Clínicas de Desintoxicação, Spas, Etc.

Turismo Cultural - Programas direcionados a participantes interessados em conhecer costumes de determinado povo ou região. Atividades: Dança, Folclore, Gastronomia, Etc.

Turismo de Incentivo - Programas para empresas ou organizações, com o intuito de motivar ou premiar funcionários ou equipes quando metas de produção ou qualidade são atingidas. Atividades: Cruzeiros, Jeep Safaris, Etc.

Turismo Esportivo - Programas específicos para a prática de atividades esportivas por amadores ou profissionais. Atividades: Alpinismo, canoagem, Golfe, Mergulho Autônomo, Pescaria, Windsurfe, Etc.

Turismo de Estudo - Programas para aprendizado, treinamento ou ampliação de conhecimentos in situ, envolvendo professores e seus alunos com profissionais locais. Atividades: Antropologia, Botânica, Zoologia, Etc.

Turismo Profissional - Programas que permitem a profissionais um contato direto com a temática que professam, onde podem ampliar ou trocar conhecimentos com outros profissionais. Atividades: Agricultura, Botânica, Fotografia, Ornitologia, Silvicultura, Etc.


Segmentação de Mercado

-> detecção do público, reforço de divulgação.

Segmentação Turística - É a distribuição do mercado em grupos homogêneos em função de algumas características que identificam seus componentes. 


OMT (2001) - base de segmentação. 
fatores; 
demográfico - idade, sexo, educação, estilo de vida. 
geográfico - nação, estados, região
psicológicos - comportamento do consumidor, necessidades
econômicos - grande/pequeno consumidor

Demanda Turística

-> É a quantidade de bens e serviços turísticos consumidos por empresas e/ou famílias, dado o nível de renda, os preços e as necessidades dos consumidores ou usuários.

Tipologia;
Demanda real/efetiva (pessoas que já consomem)
Demanda potencial/adiada (pessoas que tem o desejo de consumir, mas por algum fator, não consomem)
Não-demanda (pessoas que não gostam de viajar)
Substituição da demanda (algum fator que faz as pessoas conhecerem outro lugar, uma melhor oferta e migrarem para esse local) 
Criação de demanda ( geração de fluxo a partir de um investimento, criação de parques, resort etc. )

Pesquisa Ministério - pesquisa feita para saber quais são as motivações do turista.

Fatores de influência de demanda;
• Preço do produto
• Preço dos produtos concorrentes
• Renda do consumidor
• Nível de investimento e divulgação
• Modismo
• Variações climáticas
• Catástrofes naturais
• Disponibilidade de tempo

Conceito do Produto Turístico


-> É composto por um conjunto de elementos. 
-> Elementos isolados da oferta.
    • Valor + Nenhum valor = produto turístico. 

Produto turístico = atrativos + equipamentos + acessibilidade 

Característica dos Produtos Turísticos;
Perecibilidade
Produto estático -> há deslocamento do público para o produto. Nunca do produto para o público. 
Intangibilidade -> produto que não se toca, se vivencia. 
Heterogeniedade -> composto por múltiplos setores
Inseparável -> produção e consumo ocorrem ao mesmo tempo
Pagamento adiantado 
Diversidade de profissionais envolvidos -> diferencial da cultura
Não propriedade -> nada que é consumido se torna nosso. Compra um tempo do serviço. 


Ecoturismo

-> Programas com atividades ligadas ao meio ambiente natural, em geral amadoras e contemplativas, onde os participantes mantém contato com a natureza. Atividades: Caminhadas, Observação de Aves, Etc.

Ecoturismo no Brasil - Em agosto de 94, em diretrizes para um programa nacional, conceituou-se: "Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas."

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O que é ser criativo?


   O que é a criatividade, afinal? O dicionário a explica de tal forma: “Faculdade ou atributo de quem ou do que é criativo; capacidade de criar coisas novas; espírito inventivo: criatividade artística.” Mas, hoje em dia, o que é novo? Será que todas as novidades podem ser consideradas obras da criatividade?
   O homem está sempre criando e inovando, levando em conta o contexto social, histórico e cultural que influencia a sua capacidade inventiva. Deste modo, podemos concluir que a criatividade é um processo que resulta na interseção de vários fatores, tais como, as experiências pessoais do indivíduo, o domínio da cultura e a sociedade que o cerca. Essa atividade também engloba vários processos psicológicos, como a percepção dos aspectos da realidade, a memória e a materialização dos objetos da imaginação. 
   Hoje, com toda a tecnologia, o homem tem mais tempo para ser criativo e, também, mais espaço e liberdade de expressão, e tal criatividade é cada vez mais requisitada no dia a dia; seja em casa ou no trabalho, se busca de todas as maneiras novas formas de agir, de pensar e de atuar. A necessidade de criação é encontrada na escola, no ambiente familiar, nas relações sociais, na vida.
   Mas, na sociedade atual, com todos os avanços tecnológicos e culturais, onde quase tudo já foi criado, como produzir coisas novas? Como ser criativo? 
   A verdade é que, não há uma resposta correta para essa questão, pois a criatividade é algo pessoal e varia de um indivíduo para o outro. 
   Na minha opinião, ser criativo é fazer uso do diferente, o impensável e transforma-lo em algo concreto e perceptível aos sentidos do ser humano. É da nossa natureza negar o estranho, e muitas vezes, bloquea-lo; a criatividade surge quando olhamos com outros olhos, de outra maneira, e aceitamos aquilo que não nos é comum e o tornamos aceitável e possível de ser compreendido.