quarta-feira, 21 de novembro de 2012

GEOGRAFIA

BIOMAS: Grandes espaços naturais, o conjunto dos
ecossistemas terrestres ou o conjunto dos tipos fisionômicos
semelhantes de vegetação.

São eles:
• Floresta amazônica ou floresta pluvial; cobre grande parte da bacia amazônica, tendo seus limites a leste com a mata dos cocais, vegetação de transição para a caatinga e, ao sul, com os cerrados.
Localiza-se nas regiões onde a precipitação está acima de 1800-2000 mm anuais e onde as temperaturas não são extremamente altas, mas caracterizam-se por médias regulares durante o dia e à noite ao longo do ano. Sua área de ocorrência está numa bacia hidrográfica que se eleva a poucos metros acima do nível do mar, não sofrendo variações climáticas em decorrência da altitude.
Pode ser agrupada em:
mata de terra firme - nunca inundada, abrange cerca de 90% da área total da floresta e se constitui no habitat da castanha-dopará
mata de várzea - periodicamente alagada e habitat da seringueira
mata de igapó - permanentemente alagada e habitat da vitóriarégia (chega a atingir 2m de diâmetro).
Os três tipos de mata estão sujeitos ao regime de inundação dos rios.
Sua biodiversidade é enorme e pouco conhecida. Somente algumas espécies de valor econômico têm sua geografia conhecida (como a seringueira).

Cerrado; Possui solos pouco férteis, formados pela deposição de sedimentos antigos que sofreram desgaste por milhares de anos. Apesar disso, estes solos são continuamente transformados em pastagens e monoculturas, sobretudo a da soja.
Suas árvores tortuosas e espaçadas apresentam troncos de cortiça espessa e folhagem coriácea e pilosa, com raízes profundas que chegam a 15 m de profundidade do solo. As precipitações anuais são superiores a 1000 mm anuais, não havendo escassez de água, apesar da sazonalidade.
Ocupam terrenos planos ou levemente convexizados do Brasil central, parte dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Sofre a ação constante das queimadas que ameaçam a fauna e destroem as matas-galeria que protegem a drenagem.

• Mata atlântica; Denominação genérica de Mata Atlântica: áreas primitivamente
ocupadas pelas seguintes formações vegetais constantes do Mapa de Vegetação do Brasil (IBGE, 1993):Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Estacional Decidual, manguezais, restingas, campos de altitude, brejos interioranos e enclaves florestais do Nordeste - cobertura florestal praticamente contínua nas regiões sul, sudeste e, parcialmente, no nordeste e centro-oeste
Ocorre uma grande variedade de matas tropicais úmidas nas regiões costeiras do país, acompanhando a distribuição da umidade trazida pelos ventos alíseos de sudeste.
É um dos mais ricos conjuntos de ecossistemas em termos de diversidade biológica do Planeta; distribuída ao longo de mais de 23 graus de latitude sul; o bioma é composto de uma série de
fitofisionomias bastante diversificadas; significativa diversificação ambiental e, como conseqüência, a evolução de um complexo biótico de natureza vegetal e animal muito rico.  

• Caatinga; Composta por vegetação que perde as folhas na estação seca (com a exceção de algumas palmeiras e do juazeiro, cujas raízes profundas captam água do subsolo); suas plantas caracterizam-se pela xeromorfia, espécie de revestimento de tecidos que ajuda a perder menos água por transpiração,
resultando em folhas grossas, coriáceas e pilosas.
Em direção ao litoral a caatinga dá lugar ao agreste, vegetação de matas pouco densas, com árvores tortuosas e que também perdem folhas na estação seca.
É a vegetação típica do clima tropical semi-árido cuja pluviosidade é inferior a 600 mm anuais e temperaturas médias mais altas do país (26 graus Celsius), o que resulta em severo déficit hídrico.


• Pampas; Também chamados de campos, são formações abertas, cobertas quase só por gramíneas,
sendo encontradas algumas árvores e arbustos próximos a cursos d'água.
Ocorrem principalmente no Rio Grande do Sul.O clima é subtropical, com temperaturas amenas e chuvas constantes com pouca alteração durante todo o ano.
O solo em geral é fértil e grande sua utilização pela agricultura e pecuária, tanto a leiteira quanto a de corte.
É nesta região que se encontram os melhores rebanhos de corte do Brasil; a maioria das carnes para exportação sai dos pastos sulinos. Às vezes estes rebanhos fazem uso até de pastos nativos.

• Pantanal; Corresponde às planícies inundáveis da depressão da bacia hidrográfica do rio Paraguai; são terrenos baixos que se estendem pelo chaco paraguaio e se prolongam até as planícies pampianas da América do Sul. O sistema de drenagem que inunda as planícies recebe denominações regionais conforme a área da bacia (Paiaguás, Nhecolândia, Miranda, etc)
A depressão do pantanal formou-se provavelmente após a separação da antiga Gondwana e o soerguimento dos Andes, o que originou a bacia do rio Paraguai.

Caracteriza-se por clima tropical com temperaturas elevadas e estação seca prolongada. Sua
avifauna é a mais rica do planeta e se apresenta nos mosaicos de floresta, cerrados e campinas higrófilas.


LITORAL BRASILEIRO
• 7408 km: do Cabo Orange (AP), foz do rio Oiapoque ao Arroio Chuí (RS)
• Importância econômica: Pesca, Extração de sal (salinidade, temperatura, evaporação, ventos: RN, CE,
RJ), Turismo (grande potencial, infraestrutura precária), Petróleo (plataforma continental), Importância estratégica (posição privilegiada no Atlântico Sul); Segurança Nacional (1970 – 200 milhas da costa -370,4 km)
• Ilhas; Continentais ou costeira – próximas à costa. Oceânicas – distantes da costa, origem vulcânica
(exceção: Atol das Rocas - origem coralígena+vulcânica)

Formação do Litoral Brasileiro; Evolução geológica: milhões de anos -separação do Gondwana (América do Sul, África, Índia e Austrália)-  há 220 milhões de anos. Regiões Costeiras: evolução constante, acelerada pela ação antrópica.


Divisão
Litoral Amazônico ou Equatorial
Litoral Nordestino ou das Barreiras
Litoral Oriental
Litoral Sudeste
Litoral Meridional ou Subtropical

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Caracterização, análises da localização, zoneamento e limites das unidades
  • O SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) – categorias de Unidades de Conservação.


Benefícios das áreas protegidas:
1. Conservação da biodiversidade.
2. Conservar os recursos hídricos;
3. Conservar belezas cênicas;
4. Proteger investimentos (evitando e controlando a erosão do solo e o assoreamento dos rios e represas, mantendo regular a vazão dos rios etc.);
5. Proteger sítios históricos e/ou culturais;

6. Manter e produzir a fauna silvestre;
7. Proporcionar oportunidades de recreação em contato com a natureza;
8. Proporcionar oportunidades de educação ambiental;
9. Propiciar o manejo dos recursos florestais;
10. Assegurar a qualidade do ar e da água; e
11. Ordenar o crescimento econômico regional (organizando e enfocando todas as ações do desenvolvimento integral rural e urbano, pela geração de oportunidades estáveis de emprego e renda), bem como de economias locais sustentáveis.


Criação de "ilhas biológicas“: significou um grande passo na luta para evitar a tendência de destruição de recursos naturais - contudo, aquém do desejável para a manutenção da megadiversidade.
Objetivos da administração destas áreas: variam desde a preservação da natureza em sentido estrito até a extração controlada de seus recursos.



Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC; criado pela Lei 9985/2000
• Segundo o Min. Meio Ambiente – em 10 anos foram criadas 378 UCs.

- Vantagens do SNUC; Possibilita a criação de um sistema de unidades de conservação que integra, sob um só marco legal, as unidades de conservação das três esferas de governo (federal, estadual e municipal). Brasil é responsável pela criação de 74% de todas as áreas destinadas à conservação no mundo entre 2003 e 2008.

- Dois problemas; Total de área protegida por bioma é insuficiente para a conservação da biodiversidade (mínimo de 10% de proteção integral por bioma, segundo as conclusões do "IVCongresso Internacional de Áreas Protegidas", Caracas 1992). Áreas já criadas ainda não atingiram plenamente os objetivos que motivaram sua criação.



1. Áreas Protegidas
• Áreas de terra e/ou mar especialmente dedicadas à proteção e manutenção da diversidade biológica e de seus recursos naturais e culturais associados, manejadas por meio de instrumentos legais ou outros
meios efetivos.
2. Unidades de Conservação – UC
• Espaços territoriais (incluindo seus recursos ambientais e as águas jurisdicionais) com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e com limites definidos, sob regime especial de administração, às quais se aplicam com garantias adequadas de proteção.


Impacto Econômico Global das Áreas Protegidas
• Objetivos econômicos das áreas protegidas: algumas iniciativas demonstram que se pode aumentar frentes de trabalho e renda com a criação de novas áreas protegidas, desde que bem gerenciadas, tendo-se como princípios o uso ordenado e o respeito à capacidade de suporte dos ambientes.


Importância da Conservação da Biodiversidade

“biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.”


• Contribuição econômica direta: imensa quantidade de produtos alimentares, farmacêuticos e de uso industrial derivados da fauna e da vegetação, os quais contribuem, ou podem vir a contribuir, diretamente para a vida humana.
• Participação na manutenção dos grandes ciclos ambientais gerais do planeta: ciclo da água, climáticos, de nutrientes etc.
• Valores estéticos paisagísticos: atraem as pessoas por sua beleza ou "poder de fascinação", sentimento de admiração, complexidade e variedade das inúmeras interligações das diferentes formas de vida etc.
• Justificativas éticas inerentes às próprias espécies: seu valor por si mesmo, o próprio direito de existir das espécies.


As unidades de conservação (UC's) são divididas em dois grupos:
1. UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL – objetivo:  preservação da natureza; admite-se
apenas o uso indireto de seus recursos naturais  - atividades educacionais, científicas e recreativas.
Estação Ecológica: preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas; de posse e domínio públicos.
Reserva Biológica: proteção integral da biota e demais tributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação
de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos naturais; de posse e domínio públicos.
Parque Nacional: preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico; de posse e domínio públicos.
Monumento Natural: preservação de sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica; pode ser constituído por áreas particulares.
Refúgio de Vida Silvestre: proteção de ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória

2. UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL – objetivo: compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.

• Área de Proteção Ambiental (APA): área extensa, com certo grau de
ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou
culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bemestar das populações humanas – objetivos: proteger a diversidade
biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a
sustentabilidade do uso dos recursos naturais; constituída por terras
públicas ou privadas.
• Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE): área geralmente de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza; constituída por terras públicas ou privadas.
• Floresta Nacional (FLONA): área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas; de posse e domínio públicos.

• Reserva Extrativista (RESEX): área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte; objetivos: proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade; de domínio público com seu uso concedido às populações extrativistas tradicionais.
• Reserva de Fauna; área natural com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobre manejo econômico sustentável de recursos faunísticos; de posse e domínio públicos.
• Reserva de Desenvolvimento Sustentável: área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica; de domínio público.
• Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN): área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.



















Nenhum comentário:

Postar um comentário