terça-feira, 3 de abril de 2012

Sociologia do Lazer

RESUMO

O que é Lazer - Cap. 2 O Tempo de Lazer


CAMARGO, L. Octávio. O que é Lazer, capítulo 2 – O Tempo de Lazer. São Paulo. Editora Brasiliense, 21 de Março de 2012

As atividades de lazer são consideradas escolhas pessoais em busca de prazer. Porém, nem sempre existiu o “tempo livre” para exercitar tais atividades.

O trabalho industrial tinha como conceito produzir mais em menor tempo. A longa jornada de trabalho concedia pausas apenas para refeições coletivas e determinadas pela necessidade de produção, situação que diferia do trabalho rural, o qual permitia pausas por cansaço, aos domingos e feriados religiosos e obedecia ao tempo natural. O trabalho industrial criou um tempo artificial que cedia à produção e não podia ser alternado pelo entretenimento. O trabalho no campo possibilitava o lazer até mesmo durante o ritmo de trabalho, fator que era impossível na indústria pois qualquer distração desencadearia um efeito dominó aos demais trabalhadores e prejudicaria a produção. Era preciso criar condições para que se pudesse exercer o lazer, mesmo que fosse necessário sacrificar o tempo de sono.

Durante a industrialização a jornada diária era de 16 horas de segunda a domingo. A Igreja confrontava essa jornada pois era considerada desrespeitosa aos feriados religiosos e também pelos trabalhos impostos aos domingos.

Foi Thorstein Veblen quem publicou a primeira obra científica sobre o lazer, em meio ao capitalismo selvagem que surgia, reproduzindo a relação feudal de trabalho entre o escravo e o ócio aristocrata, tal obra retratava a pacífica vida dos capitalistas americanos em suas casas de luxo.

A princípio, a luta dos trabalhadores foi difícil e reprimida pelos órgãos policiais, somente em meados do século XIX que foram obtidos os primeiros resultados.

No Brasil a industrialização se iniciou apenas ao final do século XIX e teve sua primeira greve em 1901 com o pedido de uma jornada de trabalho de 11 horas, seguida por mais duas greves, em 1902 no Rio de Janeiro e em 1905 em Sorocaba; todas com a mesma proposta. Mas, no Rio de Janeiro, no ano de 1903 duas greves sucessivas conseguiram modificar a jornada de trabalho para nove horas e meia, porém, as indústrias fraudavam os acordos e, por exemplo, vinculavam a jornada de trabalho a uma produtividade mínima.

Por fim, impulsionados pelo Congresso Internacional dos Trabalhadores, de 1891, os congressos operários agiram para que a palavra de ordem decidida fosse a luta pela jornada diária de oito horas, desta forma, o Primeiro Congresso Brasileiro, em 1892, constatou em seu estatuto, a luta pela jornada de trabalho. Já o congresso em 1906 não previa discutir o assunto, porém, sua conclusão final estipulou as 8hrs de trabalho diário.

Em 1907 a firme e numerosa base humana nas indústrias deu credibilidade as greves e, em 1 de Maio do mesmo ano, nas principais cidades industriais (São Paulo, Rio de Janeiro e Sorocaba), foram obtidas as principais conquistas de trabalho.

A segunda grande greve da Primeira República, ocorreu em 1917, e tinha como reivindicação a criação do fim de semana de lazer, de modo que o trabalho seria interrompido aos sábados a tarde e iniciado as segundas de manhã. Ainda neste ano, é apresentado o primeiro projeto de lei que regulamentava a jornada diária de oito horas

Durante o governo Vargas, os trabalhadores foram beneficiados por uma série de medidas que compuseram a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

Em 1945, com a democratização do país, as atividades reivindicatórias foram retomadas até que, em 1978, os trabalhadores pressionaram o governo para reduzir a jornada de trabalho em 40 horas semanais. A reivindicação continuou até 1985, quando houve a greve mais prolongada em relação às 40 horas semanais de trabalho, greve que foi de 11 de Abril até o fim de Maio.

Em 1945 os trabalhadores sofreram demissão em massa, visto que a demanda pelos produtos era menor e o estoque das indústrias, muito grande. Esse problema ocorreu devido ao fim da Segunda Guerra Mundial e a crise econômica que ela gerou. Aos proletários coube a luta, utilizando o Sindicato dos Trabalhadores, de diminuir a jornada do trabalho ao invés de demitir, esperavam assim manter os próprios empregos. As empresas, contudo, ofereceram diminuir a jornada de trabalho juntamente com os salários, o que os trabalhadores recusaram.

Algumas indústrias aderiram a nova jornada necessária em meio a crise e fizeram uso do avanço tecnológico aplicando máquinas ao ambiente de trabalho. Essa mudança impactou os trabalhadores, que temiam por seus empregos.

O trabalhador brasileiro com ocupação regular gasta em torno de 59 horas por semana com o trabalho. Isso ocorre não só devido ao trabalho em si, mas também por causa do transporte. O Brasil é o país com as maiores estatísticas de quantas horas uma pessoa trabalha por semana.

Por causa disso, seria de acreditar que o tempo de lazer é prejudicado. Todavia, é importante notar que a fatia que os trabalhadores dedicam ao lazer é relativamente constante, havendo pouca variação não importando quantas horas semanais ele gasta com o trabalho, ficando entre 27 à 30 horas semanais. Para entender o porquê, é preciso compreender as variações de outros itens relativos ao consumo do tempo, como alimentação, higiene e sono. Existe, nestes itens, um sacrifício por parte dos trabalhadores muito maior do que o direcionado ao lazer, ou seja, reduz-se o tempo de sono, alimentação e cuidado com os filhos, para que não precise diminuir o tempo de lazer. Isso demonstra que o maior beneficiado pela redução da jornada de trabalho, foi o lazer.

Sociologia do Lazer

RESUMO

O que é Sociologia - Cap. 1 – O Surgimento

B. MARTINO, Carlos. O que é Sociologia, capítulo 1 - O Surgimento. São Paulo. Editora Brasiliense, 21 de Março de 2012.

A sociologia é caracterizada como uma manifestação do pensamento moderno; seu surgimento ocorre, em parte, aos abalos provocados em meio a desagregação social feudal e a consolidação da civilização capitalista da Revolução Industrial. Segundo Durkheim, esta ciência surge por interesses práticos e não por acaso.

Há, neste período, novas formas de relações de trabalho por conta das novas tecnologias e máquinas, que substituíram os trabalhadores.

O avanço no capitalismo tráz consigo a queda de costumes; patrícios perdem o poder e a servidão é destruída.

As modificações econômicas, políticas e culturais fizeram com que o homem tivesse que se adaptar e se modificar radicalmente a sua nova condição de vida e a população acabou por se concentrar nas cidades industriais, onde havia a convergência das intensas transformações e suas consequências. Estas cidades passavam por um significante crescimento demográfico, sem possuir uma estrutura de moradias, serviços sanitários e saúde, capaz de acolher a população que se deslocava do campo.

Uma das transformações significativas desta época foi a criação do proletariado. Uma nova demanda surge e o Homem passa a encarar as instituições sociais e clamar por seus direitos de trabalhador. A luta não era mais entre pobres e ricos e sim entre uma classe específica e uma classe operária .

Desta forma, a nova população crítica iamproduzindo seus jornais, sua própria literatura, procedendo a uma crítica da sociedade capitalista e pendendo para o socialismo.

A sociedade, por fim, passa a se tornar um “objeto” a ser estudado. Os estudiosos provuravam obter informações que os orientassem a um método de condução para uma sociedade harmônica; a sociologia passa a ser usada como um fator de reforma radical para a sociedade.

Deu-se espaço para a explicação científica da natureza, por consequência das modificações no pensamento humano e nas ideologias. A ciência passou por um notável progresso, mudando até mesmo a localização do planeta Terra no cosmo.

A expansão desse conhecimento pela natureza da ao homem mais controle pela mesma, desencadeando mais estudos e o maior aproveitamento dos recursos naturais.

Para Francis Bacon, o novo método de conhecimento, baseado na observação e na experimentação, ampliaria infinitamente o poder do homem e deveria ser estendido e aplicado ao estudo da sociedade.

A literatura da época investia contra as instituições oficiais, procurando desmascarar os fundamentos do poder político, contribuindo assim para a renovação dos costumes e hábitos mentais dos homens da época.

Ferguson, acreditava que o estudo da sociedade era necessário para evitar conjecturas e especulações, tornando a população mais atenta à política e ciente de seus direitos.

O progresso das formas de pensar diminuiu a credibilidade das interpretações supersticiosas e nas crenças religiosas e criou um pensamento mais racional científico; era necessário o estudo, a observação e a conclusão, juntamente com provas concretas, para que algo fosse real e recebesse credibilidade.

Comunicação e Expressão

UNIDADE 1

Signos
; forma de representação simbólica do mundo (fotografia, movimento, música, fala)

3 categorias de signos NÃO verbais

ícone; tipo de signo que guarda relação de semelhança com o que representa. (maquete, planta)
índice; indício daquilo que representa - sintoma (bolinhas de catapora que são um índice de uma doença) da um indício.
simbolo; uma imagem que representa algo, carrega marca, referências e características.

comunicação - escolha de signos.

Canal de comunicação:

emissor - faz a mensagem
receptor - recebe a mensagem
canal físico; vídeo, texto.
código; língua, imagens, videos.


Funções de linguagem

emotiva - opiniões sobre algo. - emissor
conativa - propaganda - receptor
referencial - foco no contexto, foca em uma terceira coisa - notícia de jornal.
poética - estética é muito importante, preocupação com a qualidade da linguagem
metalinguística - texto é construido para explicar algo sobre a própria linguagem - dicionário
fática - relacionada com o canal de comunicação, verificar se há início, continuação e fim de uma comunicação.

Linguagem; qualquer sistema de signos socialmente construidos e compartilhados. Feita com palavras, textos, videos (...)

Língua; qualquer língua é uma linguagem. Só é feita com palavras.

Estilo; Escolha de signos diferentes de acordo com a situação. Escolha individual de signos que cada um faz.

Discurso; A mensagem é recebida de diferentes formas dependendo dos valores e das crenças de cada pessoa. Diferentes reações.