quinta-feira, 14 de abril de 2011

Identidade Nacional

A Identidade Nacional é uma das ideias provenientes do Liberalismo. O liberalismo promove a igualdade entre as pessoas, quando as pessoas são iguais perante o sociedade e o estado, quando todos sentimos que fazemos parte do estado, sentimos que o bem público também nos pertence. Só nestas condições podemos sentir que o bem comum também nos pertence. É uma forma sem conteúdo; cada um de nós tem uma Identidade Nacional diferente, que depende das nossas experiências e daquilo que valorizamos, que sentimos que representam verdadeiramente a essência do nosso país. Em outras palavras é aquela característica que nos liga ao nosso país. É aquela característica que define um certo povo de um certo país; como por exemplo o samba brasileiro. É uma questão cultural dada por fatores históricos, religiosos, científicos e psicológicos; e de raízes evolutivas como origem, formação, ambiente, situação geográfica, e povo. Porém, para haver identidade nacional é preciso que o povo possua a consciência de nação, representada pelo dever do governo de defender o trabalho, o capital e o conhecimento nacional. A auto-estima une os dois conceitos, gerando um fenômeno cultural que varia no tempo, dependendo do êxito da nação em transformar em realidade os objetivos do desenvolvimento. Assim, a nação é uma construção coletiva a partir de uma identidade nacional.
No Brasil temos uma identidade cultural forte, baseada em uma língua comum, na raça mestiça, com os imigrantes integrados, a arte barroca, a abundância de comidas típicas, uma natureza tropical e a música.
Assim, identidade nacional é o somatório de valores culturais resultante da vivência, que, apesar de incluir as discrepâncias ou heterogeneidades regionais e peculiaridades grupais, seja caracterizável por um traço que permita a definição de um perfil multidimensional hegemônico baseado em homem, território, instituições, língua, costumes, religiões, história e futuros comuns.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Matrízes Energéticas



Matriz energética é toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos. O petróleo e seus derivados têm a maior participação na matriz brasileira, cerca de 40%. Gás natural e carvão mineral são, assim como o petróleo, fontes não-renováveis, altamente poluentes.
No Brasil, as fontes não renováveis representam aproximadamente 56% da matriz energética. A média mundial é bem mais elevada, com cerca de 86% de participação de fontes não renováveis.
Mudar o padrão de consumo e a matriz energética está entre os maiores desafios que o mundo terá de enfrentar se quiser reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa e colaboram para o aquecimento global. Atualmente, ao mesmo tempo em que a produção de energias limpas deu um salto tecnológico o mundo passou a depender como nunca de fontes energéticas que lançam gases que provocam o efeito estufa na atmosfera.
A energia hidrelétrica, que também responde por 16% da produção de eletricidade, é considerada limpa e sustentável. No Brasil, responde por mais de 80% do consumo do país. Entretanto, a construção de grandes usinas causa sérios impactos sobre o meio ambiente e a ocupação do solo onde são instaladas.

Energia Nuclear:
a energia nuclear é uma das alternativas energéticas mais debatidas no mundo: comenta-se, entre outros tópicos, se valerá a pena implementar centrais de produção nuclear ou se devemos apostar noutro tipo de energias que sejam renováveis, pois como sabemos a energia nuclear não é renovável, uma vez que a sua matéria-prima são elementos químicos, como o urânio, extraídos de minerais.

Vantagens:
- não contribui para o efeito de estufa (principal);
- não polui o ar com gases de enxofre, nitrogénio, particulados, etc.;
- não utiliza grandes áreas de terreno: a central requer pequenos espaços para sua instalação;
- não depende da sazonalidade climática (nem das chuvas, nem dos ventos);
- pouco ou quase nenhum impacto sobre a biosfera;
- grande disponibilidade de combustível;
- é a fonte mais concentrada de geração de energia
- a quantidade de resíduos radioactivos gerados é extremamente pequena e compacta;
- a tecnologia do processo é bastante conhecida;
- o risco de transporte do combustível é significativamente menor quando comparado ao gás e ao óleo das termoelétricas;
- não necessita de armazenamento da energia produzida em baterias;

Desvantagens:
- necessidade de armazenar o resíduo nuclear em locais isolados e protegidos*;
- necessidade de isolar a central após o seu encerramento;
- é mais cara quando comparada às demais fontes de energia;
- os resíduos produzidos emitem radiactividade durante muitos anos;
- dificuldades no armazenamento dos resíduos, principalmente em questões de localização e segurança;
- pode interferir com ecossistemas;
- grande risco de acidente na central nuclear.
* esta desvantagem provavelmente durará pelo menos uns 30 anos, a partir de quando já se esperam desenvolvidas tecnolgias para reciclagem e reaproveitamento dos resíduos radioactivos.


Soluções:
Segundo especialistas, é preciso estudar todas as alternativas e não há uma resposta simples sobre como mudar a matriz energética mundial. Um exemplo é a questão nuclear, sendo uma alternativa que não pode ser ignorada. A energia nuclear terá de estar de estar disponível em todo o mundo. Em alguns lugares de alta densidade, como por exemplo, o Japão, onde não existem muitas áreas para produção de energia, é de se esperar que a proporção aumente nos próximos 50 anos. O principal desafio é desenvolver outros tipos renováveis de energia, como eólica (dos ventos), solar, de biomassa e da terra (geotérmica), que respondem por apenas 2% da matriz energética mundial.