O que é Nação?
Nação é a reunião
de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os
mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem
consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos,
tradições, religião, língua e consciência nacional.
Nação Brasileira
A preocupação, de
tentar construir uma identidade brasileira, começou no século XX, pois no
século XIX, grande parte da população não era considerada oficialmente como brasileira.
A partir 1930, os órgãos governamentais começaram a introduzir elementos na
nossa cultura, como por exemplo: o futebol, o carnaval, a feijoada, etc.
Nesse período, na
primeira metade do século XX, foi construída a imagem do brasileiro. Um povo cordial,
bem-humorado, alegre e não racista. Porém, é válido ressaltar que os órgãos
governamentais tentavam introduzir uma identidade, mas ela só foi aceita porque
o povo se identificava com ela.
A identidade
brasileira demonstra os vários povos que constituíram a demografia do Brasil:
indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. A nossa realidade
cultural é fruto de uma mistura de elementos de quase todos os grupos étnicos
do mundo.
O Brasil crioulo
nasceu nos engenhos nordestinos. Primeiramente vamosentender esse sistema. O
funcionamento e a instalação de um engenho de açúcardemandava grandes
investimentos, assemelhando-se a uma fábrica tanto pelos processosindustriais
que realizava quanto pela necessidade de gerência de mão-de-obra. Alémdisso, demandava
uma especialização de funções. Foi a economia do açúcar que nosinseriu no
mercado mundial.
Brasil Crioulo
O Brasil crioulo
nasceu nos engenhos nordestinos; não havia espaço para o negro se estruturar
como família e este, mesmo quando livre, continuava a depender do sistema. Isso
gerava uma pressão conformadora tremenda, pois não havia espaço para uma
reforma estrutural na sociedade.
Segundo Darcy
Ribeiro; Na vida do açúcar, o trabalhador rural não tinha nenhuma perspectiva
de possuir terras, eles buscavam apenas uma melhora na sua condição devida;
diferente do sistema feudal, que se caracterizava pela auto-suficiência, em que
o senhor queria zelar pela sobrevivência do feudo. A função do povo era a de
sobreviver de acordo com a sua concepção de vida.
O negro se
assemelhava a um trabalhador de fábrica, cuja função era gerar lucro.
Nos engenhos,
surgiam populações dedicadas ao cultivo de outras atividades. Esses produtos
eram vendidos nas feiras. Essas atividades eram a pesca, lavouras de tabaco, que
era a principal moeda de troca por escravos, granjas etc.
O fato de o senhor
de engenho residir no local, ou seja, na casa grande, estreitou o
relacionamento entre eles e os negros. Muitos destes iam trabalhar dentro da
casa, como mucamas ou serviçais e eram diferenciados dos escravos do eito. Isso
fez surgir um patrimônio de costumes, usos, atitudes comuns entre senhores e
escravos, que se transmitia entre as gerações.
Uma dificuldade
enfrentada pelo sistema açucareiro foi a resistência do negro, o que gerou
revoltas como a de Palmares, fundada em moldes culturais neobrasileiros com
modos e língua iguais à área crioula. Outra revolta foi a de Pernambuco em
1817, incentivada pela Revolução Francesa. A abolição da escravatura iria
possibilitar apenas ao negro a integração social através do regime de agregação
e incentivou a integração das etnia.
Brasil Sertanejo
A economia
sertaneja surgiu como dependente da açucareira, pela pastagem de gado
introduzido no Brasil pelos portugueses e trazidos de Cabo Verde. O vaqueiro
tinha um relacionamento com o seu senhor dotado de muito mais respeito mútuo e
dignidade, e recebia seu salário em reses (animal quadrúpede que se abate para
a alimentação do homem) e em sal.
Esse sistema, com
o tempo, recebeu muitos mestiços que não tinham lugar no sistema açucareiro,
que não permitia muitos intermediários no processo de produção de açúcar, com a
esperança de um dia se tornarem criadores. Isso tornou dispensável a massa
escrava. Com a expansão dessa atividade, nasceram as estradas, vilas e feiras
de gado. Os mais pobres se dedicaram aos pastos de bode. O sistema passou a não
absorver a massa de trabalho disponível com o crescimento do número de
vaqueiros na fazenda. As populações excedentes se dedicavam a atividades
extrativistas como a extração da carnaúba, da cera, e da palha
Descobriu-se o
cultivo do mocó, que passou a ser cultivado por muitos por todo o nordeste
sertanejo. No interior o sertanejo se dedica ao garimpo de minerais e pedras
semi-preciosas. Os sertanejos que escaparam do domínio de seus senhores,
formaram frentes de exploração à Amazônia para explorar as drogas de mata e o
coco babaçu.
O povo sertanejo é
marcado na sua religiosidade pelo fatalismo messiânico, como na guerra de
Canudos e no cangaço, pela sua rusticidade e brabeza. Eles se mostram como um
povo isolado e rústico, porém, esse isolamento vem se quebrando com o contato
com outra gente pelas estradas e com os cinemas das vilas. Com o contato de
alguns sertanejos com os centros urbanos, criaram-se as ligas camponesas e os
sindicatos rurais.O povo sertanejo viveu sempre com a ameaça de seca e em
absoluta miséria, o que exigiu do governo medidas de socorro e amparo.
Brasil Sulista
A sua principal
característica é a heterogeneidade cultural. São eles:
1) os lavradores
matutos de origem açoriana que ocupa a faixa litorânea do Paraná para o sul;
2) os gaúchos da
zona de campos da fronteira rio-platense e bolsões pastoris de SC e PR;
3) os gringos
descendentes de imigrantes que ocupam uma faixa central avançando sobre as
outras.
O sul surge graças
às missões espanholas, de inspiração antigentílica. A criação do Brasil Sulino
se deu primeiro com a criação das missões e depois com a incorporação daqueles
que nela viveram à exploração mercantil das vacarias.
O adjetivo
"caipira" é geralmente empregado de forma jocosa por uma grande
parcela da população. Ser caipira muitas vezes é ser confundido como tolo, sem
jeito, inocente, inadequado ou simplesmente sem cultura ou pouco inteligente.
O sudeste era
considerado a periferia; Em São Paulo falava-se até um linguajar particular, a
Língua Geral, que nada mais era do que a mistura do português com a variante do
idioma dos índios.
Na região Sudeste,
mais precisamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e norte do Paraná, eram uma região muito
pobre e as pessoas viviam de forma muito precária, parecido com o modo de vida
dos índios da região.
Os índios foram
integrados à sociedade paulista para serem combatentes em batalhas, já que o
povo paulista era muito batalhador, como não havia engenhos, eles tinham que
conquistar riquezas de outras maneiras, uma delas era com a guerra. Como a
população feminina portuguesa era insuficiente, foi bastante comum o cruzamento
entre portugueses e as índias, o que originaram os mamelucos e esses
posteriormente os caipiras, que nada mais é, que a mistura entre o português e
o índio muitas gerações depois.
São Paulo surgiu
com uma configuração histórico-cultural de povo novo.
A região Sudeste
permaneceu pobre até a descoberta de ouro e de diamantes, principalmente em
Minas. Com isso a região ficou super valorizada e uma migração em massa
aconteceu na região com pessoas vindas do país todo e de Portugal,
consequentemente a região transformou-se na área mais densamente povoada das
Américas. Os mineiros a se vestir conforme a moda européia, faziam arquitetura
e pintura da mais alta qualidade, criando o barroco brasileiro, leitura lírica
e até política libertária.
Com a decadência
do ouro, toda a área submerge numa economia de pobreza, com a regressão
cultural resultantes. Antigos mineradores e negociantes se transformam em
fazendeiros; artesãos e empregados se fazem posseiros; citadinos ruralizados
espalham-se pelos matos, fazem-se roceiros de lavouras de subsistência,
criadores de gado, cavalos, burros e porcos.
Com isso nasce a
cultura brasileira rústica, que se fala a língua portuguesa com influência
indígena.
A vida rural
caipira o condiciona a um horizonte culturalmente limitado de aspirações, que
faz parecer desambicioso e imprevidente.
O caipira não
cresceu com a sociedade capitalista, ele preservou sua cultura e princípios.
Eram donos de pequenas propriedades e nunca muito distantes de outros
moradores, foi assim que muitas vilas apareceram.
Com a valorização
das terras, os caipiras aos poucos foram perdendo a propriedade das mesmas para
os grandes fazendeiros, sendo assim, eles tiveram duas opções: trabalhar para
os grandes proprietários ou então virarem meeiro ou arrendador.
Não foram poucos que viraram reféns dessa técnica dos donos de grandes
propriedades e por anos e anos muitos caipiras viviam nessas condições,
trabalhavam em terras alheias e pagavam uma espécie de talha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário