RESUMO
O que é Sociologia - Cap. 1 – O Surgimento
B. MARTINO, Carlos. O que é Sociologia, capítulo 1 - O Surgimento. São Paulo. Editora Brasiliense, 21 de Março de 2012.
A sociologia é caracterizada como uma manifestação do pensamento moderno; seu surgimento ocorre, em parte, aos abalos provocados em meio a desagregação social feudal e a consolidação da civilização capitalista da Revolução Industrial. Segundo Durkheim, esta ciência surge por interesses práticos e não por acaso.
Há, neste período, novas formas de relações de trabalho por conta das novas tecnologias e máquinas, que substituíram os trabalhadores.
O avanço no capitalismo tráz consigo a queda de costumes; patrícios perdem o poder e a servidão é destruída.
As modificações econômicas, políticas e culturais fizeram com que o homem tivesse que se adaptar e se modificar radicalmente a sua nova condição de vida e a população acabou por se concentrar nas cidades industriais, onde havia a convergência das intensas transformações e suas consequências. Estas cidades passavam por um significante crescimento demográfico, sem possuir uma estrutura de moradias, serviços sanitários e saúde, capaz de acolher a população que se deslocava do campo.
Uma das transformações significativas desta época foi a criação do proletariado. Uma nova demanda surge e o Homem passa a encarar as instituições sociais e clamar por seus direitos de trabalhador. A luta não era mais entre pobres e ricos e sim entre uma classe específica e uma classe operária .
Desta forma, a nova população crítica iamproduzindo seus jornais, sua própria literatura, procedendo a uma crítica da sociedade capitalista e pendendo para o socialismo.
A sociedade, por fim, passa a se tornar um “objeto” a ser estudado. Os estudiosos provuravam obter informações que os orientassem a um método de condução para uma sociedade harmônica; a sociologia passa a ser usada como um fator de reforma radical para a sociedade.
Deu-se espaço para a explicação científica da natureza, por consequência das modificações no pensamento humano e nas ideologias. A ciência passou por um notável progresso, mudando até mesmo a localização do planeta Terra no cosmo.
A expansão desse conhecimento pela natureza da ao homem mais controle pela mesma, desencadeando mais estudos e o maior aproveitamento dos recursos naturais.
Para Francis Bacon, o novo método de conhecimento, baseado na observação e na experimentação, ampliaria infinitamente o poder do homem e deveria ser estendido e aplicado ao estudo da sociedade.
A literatura da época investia contra as instituições oficiais, procurando desmascarar os fundamentos do poder político, contribuindo assim para a renovação dos costumes e hábitos mentais dos homens da época.
Ferguson, acreditava que o estudo da sociedade era necessário para evitar conjecturas e especulações, tornando a população mais atenta à política e ciente de seus direitos.
O progresso das formas de pensar diminuiu a credibilidade das interpretações supersticiosas e nas crenças religiosas e criou um pensamento mais racional científico; era necessário o estudo, a observação e a conclusão, juntamente com provas concretas, para que algo fosse real e recebesse credibilidade.
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